Saúde

Nova caneta emagrecedora reduz até 28% do peso e se aproxima da bariátrica

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Pertencente à linhagem de “canetas emagrecedoras”, a retatrutida destaca-se por sua "tripla ação"  |   Bnews - Divulgação Reprodução Freepik
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 08/06/2026, às 10h32 - Atualizado às 13h48



Um estudo divulgado pela revista científica Lancet indica que a utilização da retatrutida alcançou uma redução de até 28% na massa corporal de indivíduos com diabetes tipo 2. O impacto do fármaco assemelha-se aos resultados de intervenções bariátricas.

A publicação, realizada no último sábado (6), se alinha à dados anteriormente apresentados pela farmacêutica Eli Lilly. Além da eficácia no controle do peso, as análises demonstram o potencial da molécula no combate à.

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Pertencente à linhagem de “canetas emagrecedoras”, a retatrutida destaca-se por sua "tripla ação", estimulando três hormônios simultaneamente. A inclusão do glucagon é um diferencial relevante, pois atua diretamente no incremento da queima de calorias durante o processo.

Fase de testes

Resultados de testes clínicos envolvendo 930 adultos com diabetes tipo 2 revelaram que o uso semanal de retatrutida ou placebo, por um período de 80 semanas, promoveu em média uma perda de peso de 28,3%. Esse índice é quatro vezes superior ao grupo que recebeu placebo, apresentando também uma redução glicêmica duas vezes maior que a registrada no grupo de controle.

O desempenho da medicação  alterou o quadro clínico dos voluntários: cerca de 65% dos pacientes deixaram de ser classificados como obesos pelo IMC. O estudo também indicou a capacidade da molécula em tratar outras condições, também há a idealização de ser usado em novas frentes de uso terapêutico no futuro. 

Entre os principais benefícios observados estão:

  • Queda de 60,6% na intensidade da apneia do sono em indivíduos obesos (atualmente, o Mounjaro é o único aprovado para isso no país);
  • Redução de 73,1% no impacto das dores de osteoartrite no joelho, problema recorrente entre os brasileiros.

Diante da repercussão, a farmacêutica Lilly alertou sobre os riscos da venda irregular da retatrutida. A empresa reforça que o composto ainda passará por novas análises de segurança e depende da autorização de órgãos de saúde para ser comercializado. 

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