Saúde
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um segundo aviso sobre um patógeno emergente: a MPOX. Conhecida como “varíola dos macacos”, a doença, que inicialmente era uma zoonose, se espalhou por 116 países, resultando em mais de 99.000 casos e 200 mortes entre maio de 2022 e junho de 2023. A recente pausa no controle da doença foi interrompida na última semana, quando a OMS elevou o nível de alerta devido ao surgimento de uma nova variante mais transmissível e letal na República Democrática do Congo.
Estratégias de defesa estão sendo desenvolvidas pela OMS, a cooperação internacional é vital para impedir que o vírus se espalhe globalmente. Como outras infecções demonstraram, inclusive a covid-19, o término de uma emergência sanitária não garante eu o patógeno tenha desaparecido. A MPOX é um exemplo claro disso. O agrupamento viral mantinha-se estável desde o surto de 2022, mas uma nova variante mais letal começou a surgir em setembro de 2023. Enquanto a versão anterior do vírus tinha uma taxa de letalidade de 1%, a nova variante eleva esse número para preocupantes 10%.
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A MPOX tem um histórico familiar preocupante, sendo parente da varíola, que foi responsável pela morte de 30% dos infectados antes de ser erradicada em 1980 graças à vacinação intensiva. A MPOX, assim como a varíola, é transmitida por contato, e a nova variante parece ser ainda mais eficiente nesse processo.
Neste ano, doze países africanos confirmaram 2.863 casos e 517 mortes, sendo a maioria concentrada na República Democrática do Congo. Quatro países vizinhos - Uganda, Burundi, Ruanda e Quênia – relataram a presença da nova linhagem. Os casos suspeitos em todo o continente já superam 17.000.
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