Saúde

Novembro Negro em Salvador terá programação especial em saúde

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O intuito das ações do Novembro Negro é debater questões relacionadas à saúde da população preta e parda da capital baiana  |   Bnews - Divulgação Divulgação/PMS

Publicado em 01/11/2022, às 05h00   Camila Vieira



O Novembro Negro será marcado por uma série de ações da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O intuito é debater questões relacionadas à saúde da população preta e parda da capital baiana, bem como discutir o fortalecimento das políticas públicas voltadas para a população negra. O Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI) será a pauta da abertura da programação, que acontecerá na quinta-feira (3), na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública – Campus Cabula, das 9h às 12h.

Já no dia 17 de novembro, das 13h às 17h, a “Saúde da população negra na infância e adolescência: caminhos para equidade” será o tema da conferência aberta ao público, no mesmo local. Na ocasião, os temas racismo na infância e adolescência, racismo nas escolas, bullying na infância e o combate a gordofobia também estarão em debate. 

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Além disso, as unidades de saúde municipais dos 12 Distritos Sanitários de Salvador vão promover atividades especiais de conscientização durante todo o mês de novembro. Dentre as ações estão a prevenção ao diabetes, hipertensão arterial, glaucoma e doença falciforme, que apresentam maior prevalência na população negra. 

“É importante reconhecer que a maioria da população soteropolitana é negra e precisamos cuidar das doenças que afligem com mais intensidade essa população, bem como combater o racismo de todas as formas, inclusive, o institucional. Por isso, a Saúde tomou a decisão estratégica de fazer ações efetivas durante todo o mês. Serão diversas atividades diárias de acolhimento, assistência e cuidado dos cidadãos de Salvador”, declarou o secretário municipal da Saúde, Decio Martins. 

Números – Dados do IBGE em 2019 apontam que a população de Salvador é formada por 81,5% das pessoas declaradas negras que, historicamente, apresentam maior vulnerabilidade social e econômica. De acordo com especialistas, isso acaba refletindo também numa menor expectativa de vida e maior susceptibilidade a doenças e agravos. Associado a isso, a pandemia da Covid-19 trouxe, de maneira geral, ainda mais instabilidade social, consequentemente, com impactos à saúde dessa população.

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