Saúde

Ozempic e Wegovy devem vender mais nas farmácias e mulheres são maioria dos clientes; saiba mais

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Segundo levantamento, produtos dessa categoria já ultrapassam 10% do faturamento do varejo  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 29/06/2025, às 07h39



Fórmulas e medicamentos que prometem emagrecimento de forma rápida são alternativas que os brasileiros têm procurado cada vez mais nas farmácias. O Ozempic e Wegovy são exemplos de produtos que já ultrapassaram os 10% sobre o faturamento das maiores redes de farmácias, de acordo com dados de março realizados nos pontos de venda.

De acordo com a empresa Varejo 360, esse tipo de medicação registrava cerca de 6% de participação nas vendas no mesmo período do ano passado, em levantamento feito no estado de São Paulo. As informações são do jornal Folha de São Paulo. 

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Em comparação a março de 2023, o percentual ficava abaixo de 4,5%, ainda conforme o monitoramento que abrange apenas as redes ligadas à Abrafarma, associação do setor.

A evolução das vendas em São Paulo cresceu de R$ 509 milhões de janeiro a maio de 2024 para quase R$ 960 milhões durante o mesmo período em 2025. Em maio, a unidade de Wegovy foi comercializada, em média, por R$ 1.687,34 no estado, e o Ozempic, por R$ 1.299,70, segundo a pesquisa.

A classes A e B representam 77% dos compradores. Quanto ao gênero, as mulheres são maioria com 70%. Por idade, os adultos com 40 a 49 anos representam 35%, seguidos pela faixa etária de 50 a 59 anos (24%).

No início de junho, a Novo Nordisk, fabricante do Wegovy e do Ozempic, anunciou uma queda de até 19,6% nos preços. Na visão do diretor da Varejo 360, a expectativa é de uma aceleração ainda maior nas vendas depois da expiração das patentes.

"Que esses medicamentos vão baratear, isso é uma certeza. Deve cair ainda mais com a chegada dos genéricos. A quantidade de pessoas que vão consumir esses produtos pode dobrar quando eles ficarem mais acessíveis", pontuou em entrevista à Folha. 

A patente do Ozempic se encerra em 2026 no Brasil, mas a Novo Nordisk tenta postergar o prazo pedindo compensação pelo atraso de 13 anos no registro.

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