Saúde

Pasta de dente feita de cabelo pode evitar cárie, segundo estudo

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O estudo destaca a sustentabilidade do uso de queratina, eliminando a necessidade de resinas plásticas tóxicas  |   Bnews - Divulgação Reprodução/FreePik
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 16/08/2025, às 05h30



Uma equipe de pesquisadores do King’s College London publicou, na última terça-feira (12), na revista Advanced Healthcare Materials, um estudo que pode transformar os cuidados com os dentes: a descoberta de que a queratina, presente no cabelo, pele e lã, pode restaurar o esmalte dentário, oferecendo uma alternativa mais natural, eficiente e sustentável aos tratamentos tradicionais.

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“Estamos entrando em uma era empolgante em que a biotecnologia nos permite restaurar funções biológicas usando materiais do próprio corpo”, destacou o autor sênior do estudo, Sherif Elsharkawy, em comunicado à imprensa.

Quando aplicada à superfície dentária, a queratina forma uma estrutura cristalina organizada que imita o esmalte natural. A proteína atrai íons de cálcio e fosfato presentes na saliva, criando uma camada protetora capaz de recuperar o esmalte desgastado.

Além de interromper o avanço da cárie em estágio inicial, a tecnologia também pode reduzir a sensibilidade dentária, já que a nova camada sela os canais nervosos expostos. “A tecnologia preenche a lacuna entre a biologia e a odontologia, fornecendo um biomaterial ecológico que reflete os processos naturais”, explicou Sara Gamea, primeira autora do estudo.

Outro destaque da pesquisa é a sustentabilidade. O método utiliza resíduos biológicos, como cabelo e pele, eliminando a necessidade de resinas plásticas que tendem a ser tóxicas e menos duráveis. De acordo com os pesquisadores, o uso da queratina também proporciona um aspecto mais natural, aproximando-se melhor da cor original dos dentes.

O estudo aponta ainda que a queratina pode ser aplicada tanto em formato de pasta de dente para uso diário quanto em gel profissional, semelhante a um esmalte aplicado por dentistas.

A previsão é que esse tipo de tratamento esteja disponível ao público em dois a três anos, dependendo do andamento da regulamentação e das parcerias com a indústria.

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