Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 04/08/2025, às 12h41
Você provavelmente já implicou com esse dia e agora pode reforçar a ideia. Um estudo realizado pelo Belfast Health and Social Care Trust e do Royal College of Surgeon, na Irlanda, com dados dos serviços de saúde locais, mostrou que o risco de um ataque cardíaco é 13% maior na temida segunda-feira, o primeiro dia da semana de trabalho.
Os pesquisadores fizeram a análise dos dados de 10.528 pacientes internados entre 2013 e 2018 na Irlanda e Irlanda do Norte. Eles apresentaram um infarto do miocárdio com elevação do segmento ST (STEMI), considerado o tipo mais grave de ataque cardíaco.
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O problema, que ocorre quando uma grande artéria coronária é bloqueada completamente, teve seu pico de ataques principalmente na segunda-feira, de acordo com a descoberta dos médicos
O que levou à isso?
A hipótese mais aceita para explicar esse fenômeno foi a diferença do aumento do estresse pela necessidade de voltar a trabalhar após um fim de semana de descanso. Os estudos anteriores apontaram uma alteração do ritmo circadiano, ou seja, o ciclo de sono ou vigília do corpo, como uma possível causa para o aumento de infartos.
"O mecanismo exato para essas variações é desconhecido, mas presumimos que tenha algo a ver com a forma como o ritmo circadiano afeta os hormônios circulantes que podem influenciar ataques cardíacos e derrames", disse o cardiologista Jack Laffan, que liderou a pesquisa no Belfast Health and Social Care Trust, em comunicado.
"É provável que seja devido ao estresse de voltar ao trabalho. O aumento do estresse leva ao aumento dos níveis do hormônio do estresse cortisol, que está associado a um maior risco de ataque cardíaco”, acrescentou.
Dados relevantes
Estima-se que no Brasil ocorra entre 300 mil e 400 mil casos de infarto agudo do miocárdio (IAM) por ano, considerado a maior causa de morte por doenças cardiovasculares.
No período entre 2019 e 2022, houve um aumento de internações por infarto registrado pelo SUS em mais de 25%, passando de 81.500 (em 2016) para mais de 100 mil (em 2022) tais internações .
De acordo com um levantamento do Instituto Nacional de Cardiologia, entre 2008 e 2022, as internações por infarto aumentaram cerca de 158% nos homens e 157% nas mulheres .
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