Saúde

Planos de saúde registram lucro de quase R$ 18 bilhões no terceiro trimestre

Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Segundo a ANS, houve uma redução do número de sinistros entre janeiro e setembro  |   Bnews - Divulgação Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 11/12/2025, às 15h24



Foi divulgado nesta quinta-feira (11) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) os dados referentes ao terceiro trimestre a respeito de faturamento e lucro dos planos de saúde. Segundo a ANS, houve uma manutenção da tendência de resultados positivos além da redução de sinistros.

As informações estão disponíveis no Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar, que permite a consulta por trimestre desde 2018.

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“Os dados mostram um momento positivo para as operadoras, mas é importante ressaltar que persiste ainda um cenário de cautela para cerca de 7,5 milhões de beneficiários em operadoras que se encontram em regimes especiais de acompanhamento econômico-financeiro, direção fiscal, programas de adequação econômico-financeiro e cancelamentos de registro”, diz o diretor de Normas e Habilitação das Operadoras, Jorge Aquino.

Ainda de acordo com a ANS, o setor registrou receitas de R$ 287,3 bilhões, com lucro líquido acumulado de R$ 17,9 bilhões entre janeiro e setembro de 2025. Esse resultado equivale a aproximadamente 6,2% da receita total do período, ou seja, para cada R$ 100,00 de receitas, o setor obteve cerca de R$ 6,20 de lucro.

A respeito da sinistralidade o índice ficou em 81,9% de janeiro a setembro de 2025, 2,4 pontos percentuais abaixo em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso significa que cerca de 81,9% das receitas provenientes das mensalidades foram utilizadas para despesas assistenciais, sendo o menor índice registrado desde 2021. A redução da sinistralidade é explicada principalmente pela recomposição das mensalidades, que superou a variação das despesas assistenciais, movimento observado desde 2023.

O lucro líquido foi o maior em termos nominais desde 2018, inclusive superior ao recorde anterior durante a pandemia de COVID-19. Destaca-se que as três maiores operadoras concentraram 41% do lucro agregado informado à ANS, evidenciando a influência do desempenho dessas grandes empresas no resultado geral do setor.

Apesar da concentração de resultados em algumas operadoras de grande porte, 75,1% dos entes regulados (590 entidades) encerraram o período com resultado líquido positivo, um aumento de 8,37 pontos percentuais sobre o ano anterior. Nota-se, portanto, uma melhora geral no desempenho do setor, com crescimento do número de operadoras registrando resultados positivos.

O resultado operacional agregado das operadoras médico-hospitalares atingiu saldo positivo de R$ 8,3 bilhões. O aumento foi mais expressivo nas seguradoras especializadas em saúde, além de medicinas de grupo de grande e médio porte e cooperativas médicas de grande porte. Já as autogestões foram a única modalidade a registrar prejuízo operacional de R$ 1,22 bilhão, 22,3% a mais que no ano anterior.

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