Saúde

Polilaminina: Segundo paciente baiano recebe tratamento após perder movimentos das pernas

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O procedimento foi realizado no Hospital Mater Dei Salvador, sendo o primeiro em um hospital privado da Bahia  |   Bnews - Divulgação Pexels/Reprodução
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 07/03/2026, às 10h05 - Atualizado às 10h13



Paulo Araújo, de 38 anos, morador de Salvador, entrou, nesta sexta-feira (06), na lista recente de brasileiros que receberam um tratamento experimental com polilaminina, enzima promissora em casos de lesões medulares agudas. O operador de logística é o segundo paciente baiano a passar pelo procedimento. 

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O Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), primeira unidade de saúde privada dentro do protocolo de pesquisa autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi o palco do procedimento, conduzido pelo neurocirurgião Marco Aurélio Brás de Lima, do Rio de Janeiro, e pelo cirurgião de coluna Fabrício Guedes, que atua no hospital soteropolitano. 

Em dezembro de 2025, Paulo levou um tiro, durante uma tentativa de assalto, que atingiu as costas, provocando uma lesão raquimedular completa na altura da vértebra T2. O ataque o deixou paraplégico, sem qualquer movimento do peito para baixo. 

Foi o próprio paciente que, ao descobrir o tratamento pela imprensa, buscou contato com a farmacêutica responsável pela pesquisa e foi enquadrado no protocolo experimental. Segundo o Dr. Marco Aurélio Brás de Lima, a aplicação ocorreu diretamente na medula espinhal.

“A aplicação foi feita por meio de agulhas especiais posicionadas na região da lesão. Como o dano medular é extenso, realizamos a aplicação de forma fracionada em diferentes pontos da área afetada, com o objetivo de ampliar a distribuição da substância e favorecer o ambiente de regeneração neural”, explicou ao G1.

Agora o paciente deve passar por um processo de reabilitação intensiva com fisioterapia especializada.

“Trata-se de uma abordagem ainda experimental, indicada especialmente para lesões medulares agudas, nas quais há maior potencial de resposta biológica ao tratamento. A proposta é criar condições mais favoráveis para que o sistema nervoso volte a estabelecer conexões”, afirmou Fabrício Guedes.

A polilaminina tem sido objeto de estudo em pesquisas brasileiras que buscam a regeneração de tecidos nervosos. A substância atua degradando componentes da cicatriz formada com a lesão medular e possibilitando que as fibras nervosas tenham mais possibilidade de reconectar-se.

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