Saúde

Primeira morte por dengue em 2026 no Brasil é registrada; saiba em qual estado

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Primeira morte por dengue no Brasil em 2026 foi registrada pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado de Saúde do município  |   Bnews - Divulgação Reprodução- Freepik
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 16/01/2026, às 15h40



A primeira morte causada por dengue no Brasil em 2026 foi registrada nesta sexta-feira (16).

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O Estado de São Paulo confirmou que o caso ocorreu no município de Nova Guataporanga, próximo à fronteira com o Mato Grosso do Sul (MS). De acordo com o jornal O Globo, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde paulista (SES-SP) comunicou que a vítima é um homem de 53 anos de idade.

O calendário é utilizado para o monitoramento de doenças. A vítima começou a ter sintomas no último dia 3 de janeiro. O painel de arboviroses da SES-SP relata que até o momento, já foram 3768 casos prováveis de dengue identificados em 2026, sem outros óbitos confirmados ou em investigação. O departamento regional de saúde de Presidente Prudente, onde fica Nova Guataporanga, é o segundo local com mais casos: 8,04 a cada 100 mil habitantes.

A média de São Paulo é de 1,91 casos. No ano passado, os dados da SES-SP mostram que o estado registrou 901,5 mil ocorrências de dengue e 1122 mortes pela infecção. O Brasil tem 9667 casos notificados e 1122 mortes pela infecção em 2026.

Em 2025, com 1,66 milhão de diagnósticos e 1780 vítimas fatais, o ano passado foi o quarto consecutivo em que o Brasil bateu um milhão de infecções e mil óbitos. Por mais que os números tenham sido menores do que em 2024, a projeção dos especialistas é que o Brasil alcance o número de 1,8 milhão de ocorrências neste ano.

Juvencio Furtado, infectologista do Hospital Heliópolis que é gerenciado pelo Einstein Hospital Israelita, relatou que é necessário uma união da sociedade a fim de diminuir os casos ao realizar as atividades básicas de cuidado e prevenção ao mosquito Aedes aeghypti.

Todos temos um papel importante no controle dos mosquitos. Não só as autoridades públicas e sanitárias, mas também cada um de nós, como cidadão, de cuidar do ambiente do nosso domicílio. O mosquito não voa muito longe, então quando cuidamos das nossas casas, podemos controlar a população do Aedes. E esse é um fator que reduz a transmissão da doença”.


Vacina contra a dengue

Uma boa notícia frente ao combate da doença é a chegada das primeiras doses da vacina da dengue do Instituto Butantan no Programa Nacional de Imunizações (PNI). A intenção é ampliar o acesso para trabalhadores da saúde e começar a vacinar a população geral a partir dos 59 anos de idade. A redução até o grupo acima dos 15 anos será gradual.

Neste momento, devemos vacinar o maior número de pessoas possível com as doses disponíveis. Nos próximos anos, imunização vai mudar a história da doença. Mas não podemos nos esquecer do controle dos vetores”, destacou. 

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