Saúde

Rio reconhece práticas ancestrais das matrizes africanas como meios de promoção da saúde complementar

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Ebós, banhos, chás, defumações, amacis, boris e tantas práticas milenares foram reconhecidas como práticas de saúde e cura complementares  |   Bnews - Divulgação Divulgação // Getty Imagens // Câmara dos Deputados


O Rio de Janeiro se tornou a primeira cidade do Brasil a reconhecer, oficialmente, as práticas ancestrais das matrizes africanas e as comunidades tradicionais de matriz africana como equipamentos de promoção da saúde complementar ao SUS.

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Segundo a página Povos Tradicionais Rio, a Resolução Conjunta das Secretarias de Meio Ambiente e Clima e Saúde, publicada na edição do Diário Oficial desta quarta, 19 de março, é um ato de reparação histórica, a partir da Prefeitura do Rio.

Desta forma, ebós, banhos, chás, defumações, amacis, boris e tantas práticas milenares foram reconhecidas como práticas de saúde e cura complementares ao SUS.

São práticas que foram trazidas de África para o Brasil, forçadamente, no período escravista. Aqui, foram recombinadas com os costumes e tradições indígenas e constituem a identidade brasileira, para além de um ou alguns segmentos da população. São símbolos e códigos pertencentes a um continuum civilizatório afro-diaspórico.

Especialistas em religiões de matriz africana apontam que essa uma medida que valoriza a nossa herança e ajuda na compreensão dos nossos povos como detentores de inteligência medicinal. Esses sabres se mesclamram a tradições indígenas, formando a identidade cultural e de saúde do país.

Agora, o atendimento em clínicas da família, centros de saúde escola e centros municipais de saúde devem respeitar: preceitos eligiosos, interdições alimentares, quizilas e retrições de contato.

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