Saúde

Saiba qual é a bebida que mais faz mal ao coração

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Entenda como o consumo de refrigerantes pode prejudicar seu coração e aumentar o risco de doenças cardiovasculares  |   Bnews - Divulgação Freepik
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 16/12/2025, às 16h57



Manter o coração saudável depende diretamente dos hábitos diários, e a alimentação está entre os fatores que mais influenciam o funcionamento do órgão. Além do sedentarismo e do consumo excessivo de ultraprocessados, as bebidas ingeridas com frequência também podem representar um risco significativo à saúde cardiovascular.

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Segundo o cardiologista Rafael Marchetti, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o refrigerante é a bebida que mais prejudica o coração, especialmente as versões adoçadas. De acordo com o especialista ouvido pelo CORREIO, essas bebidas reúnem uma combinação perigosa de grandes quantidades de açúcar, aditivos químicos e, em alguns casos, cafeína.

“O refrigerante adoçado funciona como um agressor silencioso do sistema cardiovascular, causando danos progressivos ao organismo”, explica Marchetti. O principal vilão, segundo o médico, é o açúcar em excesso, geralmente presente na forma de xarope de milho com alto teor de frutose.

O consumo frequente provoca picos rápidos de glicose no sangue, o que sobrecarrega o pâncreas e favorece o desenvolvimento da resistência à insulina. Esse processo desencadeia uma inflamação crônica que, ao longo do tempo, compromete as artérias e aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

Além disso, o excesso de açúcar eleva os níveis de triglicerídeos e contribui para o acúmulo de gordura visceral, considerada uma das mais perigosas para o coração. A combinação desses fatores favorece a formação de placas de gordura nas artérias, quadro conhecido como aterosclerose, que pode evoluir para hipertensão, infarto, insuficiência cardíaca e arritmias.

Para o cardiologista, reduzir o consumo de refrigerantes é uma medida fundamental para proteger o coração. “É um risco contínuo e muitas vezes ignorado, mas que pode ter consequências graves a longo prazo”, alerta.

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