Saúde
Publicado em 14/03/2026, às 11h24 Lorena Alcantara
O Senado aprovou, nesta terça-feira (10), o Projeto de Lei 2.371/2021, que pode ampliar o acesso à imunoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta determina que o tratamento seja incorporado aos protocolos da rede pública quando apresentar resultados mais eficazes ou mais seguros que as terapias convencionais. O texto segue para sanção presidencial.
A imunoterapia estimula o sistema imunológico a identificar e combater células cancerígenas. Diferente da quimioterapia, que atinge células de rápida multiplicação, o método atua bloqueando mecanismos usados pelo tumor para escapar das defesas do organismo.
Considerada um avanço na oncologia, a técnica já é aplicada em casos como melanoma, câncer de pulmão, rim, bexiga e cabeça e pescoço. Porém, no SUS, o uso ainda é restrito a alguns tipos específicos de tumor.
Apesar da aprovação do projeto, especialistas destacam que a ampliação não será imediata, pois a incorporação dos medicamentos depende de avaliação técnica e da disponibilidade orçamentária.
O custo mensal da imunoterapia, no setor privado, varia entre R$ 25 mil e R$ 40 mil, chegando às vezes a ultrapassar R$ 100 mil. Atualmente, os pacientes do SUS que necessitam da terapia buscam a Justiça ou pesquisas clínicas para garantir acesso aos medicamentos.
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