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O setor de fast fashion deve movimentar cerca de US$291 bilhões até 2032, segundo a Uniform Market. A previsão aponta uma taxa de crescimento anual de 10,7% nos próximos sete anos. No entanto, enquanto a indústria cresce, os impactos ambientais se agravam — especialmente em datas como o Dia do Meio Ambiente e o Dia dos Oceanos, celebrados no início de junho.
De acordo com o relatório Environmental Impact of Fast Fashion Statistics, cada pessoa gerou mais de 40 kg de resíduos têxteis em 2025. A produção de roupas representa hoje 10% das emissões globais de carbono, superando até as do transporte aéreo e marítimo somados. O consumo de água também disparou: saltou de 141 bilhões de m³ em 2015 para 170 bilhões em 2025.
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Para o estilista e diretor criativo da marca AREIA, Adailton Junior, a sustentabilidade na moda vai além dos tecidos orgânicos. O especialista afirma que o setor precisa rever todo o processo — do design à distribuição — e propõe três frentes de ação: o upcycling, os brechós e o consumo consciente.
“O modelo atual é linear: produz, consome e descarta. Isso precisa mudar”, diz Adailton. O upcycling, por exemplo, reaproveita tecidos e resíduos da indústria, como retalhos e materiais derivados do petróleo, reduzindo o descarte. Já os brechós prolongam a vida útil das roupas e integram a lógica da economia circular.
Apesar de soluções como essas, o consumo ainda é um desafio. Embora 94% da Geração Z afirme apoiar a moda sustentável, 62% compram fast fashion todos os meses — e 17% semanalmente, segundo a Sheffield Hallam University.
Para Adailton, o papel do consumidor é decisivo. “Cada escolha influencia o setor. Pesquisar a origem das roupas, consumir menos e cuidar do que já se tem são atitudes que reduzem o impacto ambiental. A moda sustentável começa dentro do guarda-roupa”, concluiu.
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