Quatro horas de espera. Este foi o tempo médio que muitos passageiros ficaram na Estacão Mussurunga, na Avenida Paralela, em Salvador. Desavisados, os usuários de transporte coletivo se aglomeraram nos pontos e nada de ônibus.
Sem saberem o que acontecia, muitos pensaram em greve dos rodoviários, enquanto outros davam um jeito de comunicar ao trabalho que chegariam atrasados. Na Estação, foi possível ver muita gente reclamando da demora para a saída do transporte, cuja paralisação teve início às 4h e se encerrou às 8h.
O protesto da categoria foi para chamar atenção da prorrogação da prisão do motorista Jocival Pinto, suspeito de atropelar três pessoas em janeiro deste ano. "O protesto é em relação à prisão do motorista que já faz mais de dez meses. Nós entendemos que ele pode responder em liberdade, assim como a médica Kátia Vargas está respondendo. Ele tem os mesmos direitos dela. A Justiça tem que ser igual para todos", afirma Mota, em conversa com o repórter Alessandro Isabel.
O fotógrafo do Bocão News, Juarez Matias, flagrou os motoristas durante o protesto, bem como, os passageiros, em pé, esperando para seguir viagem.
O caso
O motorista suspeito de atropelar três pessoas vai a júri popular. A data ainda não foi definida e o suspeito vai permanecer preso até o dia da sessão. O atropelamento aconteceu em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, após colisão entre o carro do médico Raymundo Pereira da Silva Filho e um ônibus. Ele, a esposa grávida de 7 meses e a irmã estavam fora do veículo quando foram atingidos pelo ônibus conduzido pelo motorista, segundo afirmou o médico na ocasião.
Nota originalmente postada às 11h do dia 23