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Aluguéis para COP30 podem chegar a R$ 2 milhões; saiba detalhes

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Apartamentos com uma ou duas camas em diárias que custam de R$ 7.000 a R$ 40 mil em aluguéis para COP30  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Instagram/@belemdopaoficial_


Delegações e organizações que desejam participar da COP30 este ano em Belém estão tendo que enfrentar preços exorbitantes na busca de hospedagem. Isso porque os valores das acomodações podem chegar até R$ 2 milhões para os 15 dias do evento, de acordo com um site especializado. Esse cenário tem trazido preocupações para os corretores de imóveis no que tange ao legado que os preços podem deixar para o mercado imobiliário.

O fato é que, de acordo com informações do portal UOL, Belém enfrenta déficit de hotéis para o evento. Com a COP30, a expectativa é de que a cidade receba cerca de 50 mil pessoas, mas atualmente há cerca de 18 mil leitos na capital. O governo do Pará já garantiu que terá leitos suficientes para o evento e trabalha com o governo federal para ampliar as acomodações.

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Sites como Booking ou Airbnb oferecem hospedagens com preços exorbitantes que podem chegar a R$ 2 milhões. Apartamentos com uma ou duas camas em diárias que custam de R$ 7.000 a R$ 40 mil e pacotes para as duas semanas da conferência com o valor de até R$ 2 milhões.

Segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Pará (Cresci-PA), não há consenso até o momento sobre a precificação da hospedagem para  COP30. Os preços não condizem com o mercado, havendo uma disparidade muito grande nos valores de aluguéis para essa temporada.

Corretores já sentem os impactos de um mercado sem regulação, segundo Luiza Carneiro, presidente do Cresci-PA que explica que a preparação para a COP30 pode trazer muitos benefícios para a cidade, mas que no momento já é possível sentir efeitos danosos no mercado imobiliário devido às altas dos preços.

“Alguns proprietários querem desocupar os imóveis [já alugados] para o evento, mas isso é juridicamente impossível. Além disso, as vendas já sentem o impacto. Aqueles proprietários que queriam vender os imóveis, que já estavam com os contratos prontos e em andamento, decidiram voltar atrás e suspender o negócio para esperar e alugar o imóvel para a COP30”, disse Luiza.

O advogado do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), Igor Marchetti,  diz que é comum que exista um aumento significativo de preços em momentos de grandes eventos, dada a alta procura, mas não podem chegar a um patamar excessivo, já que pode configurar como prática abusiva conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC). "Caso o Procon avalie a situação e conclua que há, de fato, uma cobrança excessiva, a multa é uma das punições possíveis, mas em certos casos outras medidas podem ser adotadas, como a suspensão da atividade econômica até regularização à legislação", diz Marchetti.

Diante da situação, o Governo Federal tem modelos adotados em outas COP pata ter como espelho e promete centralizar reservas. Tratativas estão sendo realizadas com delegações internacionais por meio do Itamaraty e da Secretaria Extraordinária da COP30 da Presidência da República (Secop). Além da rede hoteleira tradicional, o objetivo é ofertar novos hotéis e navios de cruzeiro, além de acomodações no modelo hostel, com escolas adaptadas.

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