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Ativista baiana afirma ter sofrido injúria racial de funcionários da GOL: "Me abordou gritando"

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Ativista baiana alegou ter sido xingada de diversas formas  |   Bnews - Divulgação reprodução/ redes sociais/ divulgação/ GOL
Luiz Guilherme

por Luiz Guilherme

luiz.guilherme@bnews.com.br

Publicado em 19/12/2024, às 17h04 - Atualizado às 18h26



Ativista de diretos humanos e professora de carreira da UFBA, Anhamoná Brito revelou, em suas redes sociais, ter sido vítima de injúria racial por parte de alguns funcionários da GOL durante uma viagem de Salvador para Congonhas, em São Paulo, nesta quinta-feira (19).

Em contato com a reportagem do BNews, Anhamoná Brito detalhou o acontecimento
Alegando ter sido perseguida, gritada e xingada no saguão do aeroporto de Congonhas, após sair do banheiro.  

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"Se eu fosse uma passageira com outras marcações raciais, a abordagem, ou até mesmo o questionamento de porquê eu estava naquele banheiro se daria numa linha de respeitabilidade. O que não aconteceu", iniciou Brito. 

A profissional da GOL me abordou gritando de maneira desrespeitosa... Procurei o local da GOL para fazer uma reclamação e fui atendida por uma supervisora, que, ao me atender, disse que o caso não tinha nada de racializado e que não houve nenhum tipo de irregularidade na conduta da profissional", emendou. 

Ainda segundo Anhamoná Brito, a profissional da companhia aérea alegou que a conduta era compreensível, uma vez que ela estava em um local reservado para pessoas com deficiência. 

Veja o vídeo publicado nas redes sociais 

Procurada pela reportagem, GOL alegou que, utilizando as imagens das câmeras de segurança, em apuração com o aeroporto, foi possível perceber que o funcionário em questão não fazia parte da companhia aérea e sim de uma empresa terceirizada. 

Confira a nota na íntegra 

"A GOL informa que a ocorrência foi encaminhada ao Canal Interno de Denúncias, responsável pela apuração de casos como o citado. Após checagem com câmeras internas do aeroporto de Congonhas, averiguou-se que o diálogo relatado pela passageira no vídeo publicado nas redes sociais não se deu com funcionária da Companhia, mas sim com a de uma empresa terceirizada que não presta serviços para a GOL. A Companhia entrou em contato com a passageira para prestar apoio e esclarecer os fatos e se mantém à disposição das autoridades que apuram a ocorrência".

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