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Cidade brasileira próxima de paraíso turístico baiano reconhece ondas como seres vivos

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A nova legislação confere direitos jurídicos às ondas  |   Bnews - Divulgação Nitro Imagens/ Divulgação/ Fundação Renova

Publicado em 09/10/2024, às 06h53 - Atualizado às 06h54   Redação



A Câmara Municipal de Linhares, no Espírito Santo, aprovou uma lei que reconhece as ondas da foz do Rio Doce, que inclui as comunidades de Regência e Povoação, como seres vivos, visando à preservação do ecossistema local, afetado pelo desastre de Mariana em 2015.

A nova legislação confere direitos jurídicos às ondas, protegendo-as e promovendo ações de monitoramento e preservação, essenciais para a revitalização do turismo e do surfe na região.

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De acordo com reportagem do Eco, no Uol, essa lei faz parte de uma tendência global de atribuir direitos à natureza, inspirada em exemplos internacionais como o Mar Menor, na Espanha, e o Rio Whanganui, na Nova Zelândia. O reconhecimento das ondas tem um papel pedagógico ao incentivar uma nova forma de interação entre a sociedade e o meio ambiente. O Comitê de Direitos das Ondas será responsável por elaborar relatórios anuais e garantir a preservação da área.

A foz do Rio Doce abriga o início do Banco dos Abrolhos, uma das formações de recifes mais importantes do Atlântico, que se estende do sul da Bahia até o norte do Espírito Santo. Essa região, crucial para a regulação climática global, contém os maiores bancos de rodolitos do mundo, com grande influência ambiental na área costeira. A nova lei contribui para a conservação dessa importante área ecológica.

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