BNews Turismo
Em entrevista ao BNews durante o evento "Vai Turismo", que reúne o trade turístico no Espaço Mário Cravo, da Casa do Comércio, nesta quarta-feira (20), o diretor do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), Alexandre Sampaio, ressaltou a importância da iniciativa no impacto e desenvolvimento do setor no estado.
O Vai Turismo é um movimento importante de conscientização da classe política, seja ela no Legislativo ou no Executivo, para colocar o turismo em um papel preponderante que ele é, de geração de empregos, aumento econômico, atração de investimento e mostrar que o turismo, na realidade de hoje, é sustentável, um turismo de destinos inteligentes, que procura conciliar o processo da preservação com a geração de empregos de tecnologia e com a atração de investimentos dentro de políticas que são agregadores e holísticas para trazer o desenvolvimento integrado em todo o país”, afirmou.
De acordo com o diretor, através dessa iniciativa, há uma estimativa com a geração de empregos e impactos na região.
Eu acho que nós vamos ter na perspectiva que se aproxima de final de ano, com festas importantes para o turismo, como o Réveillon na Bahia e o Carnaval, de crescimento, não só do comércio, mas também do turismo temporário que cresce de 15% a 20%. Desse crescimento, a gente acredita que vai ter uma continuidade após a temporada de, pelo menos, 10%”, disse.
Desenvolvimento e crescimento no setor
O diretor afirmou a importância da iniciativa privada como fator primordial na política de desenvolvimento e crescimento turístico e a necessidade de políticas de desenvolvimento no setor.
“Sem o capital privado não tem turismo. O nosso papel aqui (CNC e Fecomércio-Ba) é muito mais desenvolver e incutir no nome público nos legisladores e nos executivos municipais, estaduais e federais, a importância do turismo para esse processo. O turismo tem um payback, como a gente chama, uma maturação de retorno mais longo. Hoje o investimento no hotel só se paga em 10 anos”, afirma.
O que a gente precisa são políticas de desenvolvimento voltadas para o turismo, ou seja, financiamento de longo prazo, juros mais acessíveis, processos de legislação ecológica mais amigável, sem nenhuma perspectiva de abrir mão da preservação do meio-ambiente. O turismo tem essa perspectiva. Ele não destrói, pelo contrário, ele agrega e traz mais perspectiva”, acrescenta.
“Precisamos de mais conectividade aérea. O Brasil tem poucas companhias aéreas, a política de captação de voos do Brasil ainda é muito incipiente. O turismo naval também tem crescido, os cruzeiros têm crescido, a Bahia é um destino importante para os cruzeiros também. Nós temos que facilitar essa concessão de portos, financiamento para construção de mais portos para poder receber navios que tão usando a temporada para vir para o Brasil”, completou.
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