BNews Turismo
As recentes mortes da brasileira Juliana Marins, que caiu em uma cratera durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, e das vítimas da queda de um balão em Santa Catarina, trouxeram novamente à tona os riscos envolvidos no turismo de aventura.
Apesar de proporcionar experiências únicas e contato direto com a natureza, esse tipo de atividade exige planejamento, conhecimento técnico e segurança, algo que se torna ainda mais relevante diante do crescimento desse setor na Bahia.
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No estado, destinos como Chapada Diamantina, Abrolhos, Ubaitaba e Arraial d’Ajuda se destacam por oferecer uma grande variedade de esportes de aventura, de trilhas e escaladas até rafting, parapente e mergulho.
No entanto, o guia turístico Raffa Marques, que atua na Chapada Diamantina, alertou em entrevista ao BNews que a prática exige muito mais do que disposição e coragem.
"Na natureza, sempre há risco. Mesmo em um local plano, pode haver animais, torções, e por aqui, na Chapada, os maiores perigos vêm das altitudes, penhascos e até da cabeça d’água durante o verão", afirmou Raffa.
O guia destaca que locais famosos como o Morro do Pai Inácio e a Cachoeira do Mosquito têm acesso facilitado e baixo risco, mas que trilhas mais desafiadoras, como a da Cachoeira da Fumacinha, exigem atenção redobrada e preparo físico.
O grande diferencial para garantir a segurança, segundo o especialista, está na preparação e estrutura das equipes locais: “O que faltou no caso da jovem na Indonésia foi apoio e monitoramento constante. Aqui na Chapada, investimos em cursos, resgate terrestre, uso de rádio e primeiros socorros. Atuamos em áreas remotas, então é fundamental estar pronto para agir com rapidez”, destacou.
Raffa lembra que muitas regiões de turismo de aventura na Bahia não permitem acesso de veículos, o que exige resgates manuais e até aéreos. Por isso, contar com equipes treinadas, comunicação por rádio e postos de saúde preparados para o atendimento rápido faz toda a diferença.
A Chapada Diamantina, por exemplo, tem investido em estrutura e capacitação para enfrentar possíveis emergências: “Temos comunicação via rádio em todo o parque nacional, e buscamos sempre melhorar o suporte com equipes preparadas e médicos de prontidão”, explicou o guia.
O que é turismo de aventura?
O turismo de aventura envolve atividades físicas e sensoriais que oferecem adrenalina e contato direto com a natureza, como tirolesa, trekking, rafting, mergulho, entre outros. Embora envolva riscos, a maioria das práticas pode ser feita de forma segura com o acompanhamento de profissionais.
Na Bahia, destinos como Chapada Diamantina – trilhas, mirantes e cachoeiras desafiadoras; Ubaitaba – canoagem e rafting no Rio de Contas; Abrolhos – mergulho com snorkel ou cilindro em águas cristalinas; Praia da Pitinga (Arraial d’Ajuda) – parapente com vista para o mar, são exemplos de locais que oferecem experiências de turismo de aventura, no entanto, são seguras quando praticadas com responsabilidade.
Ainda segundo o guia turístico, a aventura e a segurança devem caminhar juntas: “O primordial é a preparação para esses eventuais acidentes. A natureza é imprevisível, mas cabe a nós estarmos prontos para enfrentá-la com respeito e preparo técnico.”
A equipe do BNews entrou em contato com a Secretaria de Turismo da Bahia (Setur), com o intuito de obter mais informações acerca da segurança em pontos turísticos de aventura. Em resposta, o órgão afirmou que não possui cartilha ou recomendações sobre esse tipo de atividade.
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