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Mulheres peregrinas ficam apreensivas após casos de assédio sexual no Caminho de Santiago

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Cerca de 53% das 446 mil pessoas que passaram pelo Caminho de Santiago no ano anterior foram mulheres  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa | Freepik

Publicado em 12/11/2024, às 07h30   Cadastrado por Emilly Giffone



O tradicional Caminho de Santiago se tornou um risco para mulheres peregrinas que fazem o trajeto. Nos últimos cinco anos foram expostos nove casos de assédio contra mulheres, segundo o jornal The Guardian. 

Os relatos foram de experiências vividas em áreas rurais da Espanha, Portugal e França, trechos considerados isolados na rota. Dentre os relatos, sete mulheres afirmaram que haviam homens se masturbando na região e algumas ainda foram perseguidas. 

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Apesar do aumento da popularidade entre as mulheres, já que no ano anterior cerca de 53% das 446 mil pessoas que passaram pelo Caminho foram mulheres, o trajeto se tornou preocupante. A escritora Marie Albert contou que sofreu violências quando fez o percurso pelo norte da Espanha até Santiago de Compostela.

Além de se deparar com um homem se masturbando, outro tentou beijá-la, e ainda foi assediada e perseguida. “Dizem que essas rotas são seguras para as mulheres, mas falar o contrário ainda é tabu”, afirmou ela ao jornal inglês. 

Dos nove casos descobertos, seis mulheres registraram a ocorrência nas delegacias locais e somente um agressor foi identificado. Apesar do governo espanhol ampliar as iniciativas de segurança, um dos administradores do Caminho, Johnnie Walker, afirma que ainda existe frustração com a falta de resultados desses reforços. 

A delegação do governo central espanhol na Galícia afirmou ao The Guardian que não há conhecimento de casos de agressão sexual envolvendo peregrinas, nos últimos cinco anos.

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