BNews Turismo

Turismólogo aponta ‘sequência de negligências’ em morte de brasileira na Indonésia; confira

Reprodução/ redes sociais
Profissional se posicionou sobre o caso nas redes sociais na tarde desta terça-feira (24)  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ redes sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 24/06/2025, às 19h08



A morte da publicitária brasileira Juliana Marins após cair em um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, deixou muitos brasileiros perplexos pela falta de assistência e ações enérgicas.

Nas redes sociais, junto com as manifestações de luto e despedida, o turismólogo Vitor Vianna se manifestou sobre o caso e afirmou que o acidente que vitimou a vai muito além da tragédia. Segundo ele, trata-se de uma “sequência de negligências” que precisa ser debatida com seriedade.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

“Primeiro, é importante entender que em atividades de risco, como trilhas em vulcões ativos ou montanhas remotas, a escolha da empresa responsável pelo passeio pode significar a diferença entre a vida e a morte. E isso não é exagero!”, começou.

Ainda de acordo com o especialista, é preciso ficar atento e evitar economizar quando o assunto é orientação: “Não dá para sair por aí escolhendo a opção mais barata sem pesquisar. É preciso investigar de onde vem a empresa, se ela é registrada, se tem estrutura, se oferece guias experientes e treinados, se já houve acidentes anteriores, e como ela age em casos de emergência”, observou.

A preparação do guia turístico também foi um dos temas abordados. "Para esse tipo de atividade, o guia de turismo precisa estar preparado para qualquer eventualidade. Não é apenas alguém que conhece o caminho — é alguém que deve estar treinado para agir em situações de risco, saber prestar primeiros socorros, comunicar resgates com eficiência, manter a calma diante de emergências e proteger o grupo", disse.

“Em trilhas de alta complexidade, como as de vulcão, isso não é opcional — é obrigação ética e profissional. Infelizmente, muitos guias em destinos populares não têm nenhum tipo de qualificação formal, e isso representa um perigo real para os viajantes”, emendou.

O especialista também comentou sobre a parcela de culpa do governo do país. “As equipes de resgate demoraram dias para agir de fato, e o que mais choca: foram enviados vídeos falsos para a família da Juliana, como se ela estivesse sendo atendida, apenas para acalmar os ânimos e fingir um socorro que nunca aconteceu. Isso é cruel”, disparou.

Ele ainda deu algumas dicas para os viajantes. “Por isso, eu reforço: viajar não é brincadeira. Pesquise, questione, cheque antecedentes das empresas e evite confiar cegamente em quem não tem preparo. E mais: exija que as autoridades locais levem a sério a segurança dos turistas. Porque nenhuma aventura vale uma vida”, encerra.

Assista:

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)