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Carnaval de Salvador: Polícia muda estratégia para reforçar combate à violência contra mulheres nos circuitos

Divulgação/Prefeitura de Salvador
Marcelo Werner detalha patrulhas especiais, unidades de apoio e operação preventiva nos circuitos  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Prefeitura de Salvador
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 11/02/2026, às 12h50 - Atualizado às 12h55



O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, concedeu entrevista à Rádio Baiana FM (89,3) na manhã desta quarta-feira (11) falou sobre mudanças na atuação da polícia durante o Carnaval de Salvador, destacando a proteção das mulheres nos circuitos.

“Vamos ter diversas patrulhas. Qualquer tipo de situação, a gente orienta que procure uma equipe mais próxima da Polícia Civil ou da Polícia Militar. Vai haver unidade da Polícia Militar, do Batalhão Maria da Penha, rodando nos circuitos, e também unidade fixa, não só fazendo campanha, mas mostrando um local de apoio. Da mesma forma, o Departamento de Proteção à Mulher tem operação específica para esse tipo de ocorrência”, disse Werner.

O secretário explicou ainda que a operação é focada em pontos estratégicos onde, no passado, já ocorreram crimes contra mulheres, como próximos a banheiros e saídas de circuitos. “As pessoas vão observar policiais nesses locais, à disposição, primeiro de forma preventiva e, segundo, para autuação em caso de qualquer tipo de delito dessa natureza. É o cuidado que a gente tem que ter e a campanha que todos nós temos que abraçar de felicidade zero: ‘não é não’, tem que respeitar”, reforçou.

PORTAIS

Além disso, Werner detalhou a operação dos portais de fiscalização, que já apreenderam cerca de 2 mil itens proibidos apenas durante o pré-carnaval, incluindo facas e canivetes. Segundo ele, quanto mais rápido o policial ou bombeiro se move na multidão, mais rápido é o atendimento a quem precisa.

MONITORAMENTO DE FACÇÕES

O secretário também destacou o monitoramento de facções criminosas. “Nos últimos três anos, quase 170 lideranças foram alcançadas, entre presas e mortas. Só este ano, 12 já foram capturadas”, afirmou, ressaltando que a ação inclui asfixiamento financeiro, bloqueio de bens e apreensão de valores obtidos ilegalmente.

Werner enfatizou ainda a integração entre órgãos de segurança, prefeitura, concessionárias e entidades públicas. “Uma operação como essa é uma logística de guerra em tempo de paz. Tudo é coordenado para garantir a atuação mais rápida e eficiente de qualquer problema”, concluiu.

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