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Alertas de desmatamento no Cerrado foram maiores nos primeiros anos de Lula que com Bolsonaro

Dados de 2024 mostram uma redução no desmatamento em comparação a 2023, mas os alertas continuam elevados  |  Reprodução / Agência Brasil

Publicado em 23/03/2025, às 17h42 - Atualizado às 17h44   Reprodução / Agência Brasil   Yuri Pastori

Os alertas de desmatamento no Cerrado foram maiores nos dois primeiros anos do governo Lula (PT), do que o registrado no mesmo período da gestão de Jair Bolsonaro (PL). Especialistas atribuem os números ao aumento de fiscalização na Amazônia, o que deixou o bioma vulnerável. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), conforme noticiou o portal Metrópoles.

Em 2023, primeiro ano do atual governo, o desmatamento foi de 7.848,01 km² no Cerrado, com 16.773 alertas emitidos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). No ano passado, a área desmatada teve uma redução para 5.901,21 km², no entanto, o número de alertas aumentou para 17.158.

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Em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro, o Cerrado perdeu 4.761,99 km², com 15.612 alertas, e, em 2020, segundo ano da gestão bolsonarista, a redução foi de 4.400,18 km², com 10.803 alertas. No último ano de mandato do ex-presidente, em 2022, o desmatamento ultrapassou os 5 mil km² e foi de 5.462,96 km².

Os dados deste ano de 2025 revelam uma redução no desmatamento em relação ao ano passado. Entre 1º de janeiro e 14 de março de 2024 foram desmatados 1.250,87 km², enquanto, no mesmo período deste ano, o número caiu para 952,82 km². O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima foi procurado pelo Metrópoles, mas ainda não se pronunciou.

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