BNews Agro
Publicado em 22/03/2025, às 18h03 - Atualizado às 18h04 Yuri Pastori
A guerra tarifária promovida pelos Estados Unidos contra alguns parceiros comerciais irá impactar a cadeia do algodão. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) diz que o tema vem chamando a atenção de produtores, exportadores e indústria.
Em entrevista ao portal Globo Rural, o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, disse que a guerra comercial pode promover a melhoria dos prêmios do algodão na Ásia, uma maior competitividade no mercado chinês e a possibilidade de aumento das exportações no curto prazo.
“No entanto, há desafios, como a queda nas cotações da Bolsa de Nova York, maior concorrência em outros mercados e o fato de que o Brasil já ampliou significativamente sua participação na China, reduzindo o espaço para novos ganhos expressivos. Além disso, como o algodão importado pela China é majoritariamente usado para exportação de produtos têxteis, a taxação sobre esses bens pode limitar a demanda”, explicou, em nota.
Para Duarte, as novas tarifas para 2025 podem causar maior perda de participação dos EUA no mercado chinês, o que pode favorecer o Brasil como fornecedor principal, embora não com a mesma intensidade da primeira fase da guerra comercial.
Além disso, o fim da isenção fiscal "De Minimis", que permitia importações de até US$ 800 sem tributação nos EUA, pode impactar o consumo global. Os produtos têxteis chineses de poliéster se tornarão menos competitivos e impulsionará a demanda por produtos de maior qualidade, como os feitos de algodão.
“Isso pode significar menor demanda por produtos sintéticos de baixa qualidade via correios e maior importação de produtos de algodão via os canais convencionais de importação”, detalhou o diretor da Abrapa.
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