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Publicado em 31/01/2025, às 09h57 - Atualizado às 10h20 AIBA Lucas Pacheco
A colheita da soja na Bahia, relativa à safra 2024/25, já começou em todo o estado. Dos 2,1 milhões de hectares plantados, aproximadamente 35 mil hectares já foi colhido, o que representa cerca de 1,5%. Atualmente, a soja ocupa 66,7% da área cultivada no estado, com a produção pautada na eficiência tecnológica, no uso responsável dos recursos naturais e no fortalecimento das estratégias fitossanitárias.
“A colheita segue em ritmo semelhante ao do ano passado, e esperamos uma intensificação nos próximos dias. Houve um aumento de 8% na área plantada, tanto no sistema sequeiro quanto no irrigado. Além disso, as condições climáticas estão mais favoráveis, o que nos permite projetar uma produtividade média de 67 sacas por hectare. Esse desempenho reflete a competência dos produtores e o suporte técnico empregado no campo”, destaca Moisés Schimdt, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
O plantio dessa safra começou entre 25 de setembro e 7 de outubro de 2024, após autorização excepcional da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) para antecipação da semeadura em uma área de 111 mil hectares. A partir de 8 de outubro os demais produtores iniciaram o plantio, qu foi concluído em 31 de dezembro, dentro do prazo regulatório.
Monitoramento fitossanitário
Um dos pilares do sucesso da soja baiana tem sido a sanidade das lavouras, em uma atuação conjunta da Aiba, da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e de outras entidades do setor, o que tem garantido o controle rigoroso de pragas e doenças, sobretudo o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).
Desde a safra 2016/17, o Programa Fitossanitário tem sido executado com a aplicação otimizada de fungicidas e o monitoramento constante, a partir de um acompanhamento técnico criterioso, orientações sobre manejo integrado e fiscalizações periódicas.
“A equipe da Aiba tem monitorado constantemente a ferrugem asiática e outras pragas. Até o momento, conforme discutido na última reunião da Câmara Técnica Regional da Soja (CTR), não há registros da doença nas lavouras. Isso demonstra o sucesso do trabalho conjunto da Aiba, Abapa e Adab no controle preventivo, reforçando a importância desse esforço coordenado para manter a produtividade elevada”, explica Luiz Carlos Bergamaschi, vice-presidente da Aiba.
Segundo o secretário de Agricultura da Bahia, Walisson Tum, o trabalho conjunto entre governo e setor produtivo tem sido importante para garantir a sanidade da soja baiana.
“A parceria entre o Governo da Bahia, por meio da Adab e da Seagri, e os produtores tem sido essencial para garantir uma safra de soja em constante expansão, que atende aos mais rigorosos padrões de fitossanidade. Esse esforço conjunto assegura que nossa soja esteja apta para exportação aos mais diversos destinos globais, consolidando a Bahia como referência em produção, sanidade e inovação no cultivo da oleaginosa”, afirmou.
Cláudia Godoy, pesquisadora da Embrapa Soja, destaca que a atuação fitossanitária na Bahia é referência. “Os produtores baianos se destacam pela organização e pela rápida adoção de novas tecnologias. Foram pioneiros no uso ampliado de fungicidas multissítios para manejo da resistência e discutem constantemente estratégias como a janela de semeadura. Essa união e proatividade fazem a diferença no enfrentamento de desafios fitossanitários”, aponta.
Os bons resultados da soja baiana são resultado da sanidade e inovação no cultivo, mesmo diante de desafios climáticos, como os efeitos do El Niño e La Niña.
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