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Porta-voz de empresa italiana destaca salto do agro no oeste da Bahia: “Produtor baiano não se acomoda”

Nelinho Pozza diz que o produtor rural baiano é o que possui nível técnico mais elevado do Brasil e região se torna alvo de interesse de investimento europeu  |  

Publicado em 12/06/2026, às 12h17 - Atualizado às 13h12      Cibele Gentil e Lucas Pacheco

Durante visita à Bahia Farm Show 2026, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, o engenheiro mecânico e porta-voz da empresa italiana Mara, Nelinho Pozza, destacou a transformação do agronegócio na região e o alto nível técnico do produtor baiano.

Segundo Pozza, áreas antes consideradas improdutivas se tornaram referência nacional em produtividade por hectare. “Se olharmos 25, 30 anos atrás, esse era um dos lugares que aprendi na escola como improdutivo. Hoje, é uma das regiões mais produtivas do Brasil”, afirmou.

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Na avaliação do especialista, o avanço se deve à capacidade do agricultor local de se adaptar e investir em tecnologia. “O produtor baiano não se acomoda. Ele aplica taxa variável, faz análise de solo, investe em irrigação, geolocalização e telemetria de dados”, pontuou.

Para Pozza, o sucesso do oeste baiano já atrai atenção internacional. “Empresas europeias estão vindo para cá, seja comprando áreas ou se associando a produtores locais, justamente pelo potencial produtivo de uma região que antes era considerada inviável”, destacou.

A Mara Brasil participa de mais uma edição da Bahia Farm Show, que segue até esta sexta-feira (12), apresentando soluções em nivelamento de solo — apontado pelo porta-voz como a nova fronteira da agricultura de precisão.

Em entrevista ao BNews, Pozza ressaltou a importância estratégica da feira para o setor e classificou a região como uma prova prática de que o uso combinado de tecnologia, dedicação e trabalho gera resultados consistentes no campo.

Um dos principais pontos abordados foi a evolução do uso da tecnologia no campo. Segundo ele, após o domínio da correção química do solo, o próximo passo é o ajuste topográfico. Com o uso de geolocalização via RTK, tornou-se possível mapear áreas com precisão e identificar falhas produtivas dentro de um mesmo talhão.

Pozza explicou que desníveis no terreno, muitas vezes imperceptíveis, podem comprometer a produtividade ao provocar acúmulo de água e falta de oxigenação nas raízes. Em alguns casos, essas falhas podem gerar perdas de até 30% em áreas cultivadas.

Além do impacto na produção, o especialista destacou ganhos econômicos e ambientais com o uso de tecnologia de nivelamento, reduzindo desperdícios de insumos e custos operacionais.

Entre as novidades apresentadas na feira está o Minigrader, equipamento voltado para a construção civil. A máquina se destaca pela precisão, com margem de erro de apenas dois milímetros em um quilômetro de extensão, o que pode gerar economia significativa em obras de pavimentação e concretagem.

O equipamento opera com sistema autônomo, integrando software e hardware no controle da lâmina por laser ou sinal satelital. Segundo Pozza, a proposta não é substituir máquinas tradicionais, mas otimizar o acabamento e elevar a eficiência dos processos.

Classificação Indicativa: Livre


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