BNews Agro
Publicado em 07/08/2024, às 06h30 Divulgação Lucas Pacheco
A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), que representa os produtores de algodão da Bahia, comemorou a inauguração da nova rota marítima de exportação Bahia-Ásia. No final de julho, o navio MSC Orion realizou a primeira viagem semanal partindo do porto de Salvador em direção ao continente asiático.
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A expectativa é que este gigante dos mares, que possui 366 metros de comprimento, profundidade de 16 metros e capacidade para transportar 15 mil TEUs, contêineres de 20 pés, sendo o maior da América Latina, transporte, semanalmente, cargas de soja, algodão, café e outros grãos.
O presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi, ressaltou a nova rota e lembrou que o setor produtivo da Bahia, já há algum tempo, se mobilizava para apoio a essa nova logística.
“É fundamental essa rota, até para termos uma alternativa, com mais um caminho para tornar o algodão ainda mais competitivo, sendo transportado de forma segura e eficiente até os compradores internacionais, reduzindo o custo para a cotonicultura da Bahia e do Brasil”, afirma.
Já para o conselheiro Abapa, Júlio Cézar Busato, um dos grandes articuladores desta rota, as condições hoje verificadas indicam que ela irá se tornar permanente.
“Foram anos de conversas, reuniões, participação em eventos com todos os envolvidos para que pudéssemos chegar ao dia de hoje. Os produtores de algodão têm trabalhado, na porteira para dentro, para produzir uma fibra de qualidade, sustentável e que tem conquistado, cada vez mais, a confiança dos exigentes mercados internacionais, como China, Turquia e Vietnã. Esperamos que esta opção se mantenha viável e rentável ao produtor baiano”, afirma.
A atual primeira vice-presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão e que assumirá o comando a partir de janeiro de 2025, destacou que a rota Bahia-Ásia economizará 700 quilômetros de frete rodoviário se comparado com Santos (SP) e terá 25% a menos de custo logístico.
“Esta é uma conquista para toda a Bahia, que passará a ter toda a cadeia produtiva, do plantio à exportação dos grãos, em território baiano. Ver isto acontecendo, sabendo do esforço conjunto necessário para montar essa operação, muito nos orgulha”, afirma.