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‘Rota da Fibra’: Abapa reúne imprensa e cadeia produtiva da cotonicultura em uma imersão sobre a produção do algodão

Divulgação / ABAPA
Jornalistas conheceram a cadeia do algodão desde a colheita até a análise da pluma final  |   Bnews - Divulgação Divulgação / ABAPA
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 04/08/2024, às 07h00



No último dia 19 de julho, véspera das comemorações especiais do Dia do Algodão, na região oeste da Bahia, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) realizou a 'Rota da Fibra', em Luis Eduardo Magalhães, um projeto inédito e inovador  que reuniu profissionais da imprensa nacional e estadual em um dia inteiro de visitas técnicas para apresentação da cadeia produtiva do algodão da Bahia. O BNews foi convidado para integrar o pool de jornalistas e acompanhou tudo de perto. 

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A 'Rota da Fibra' aconteceu pela primeira vez, em um projeto piloto, com o objetivo de oferecer aos jornalistas que cobrem o Dia do Algodão e a cotonicultura baiana um dia inteiro de imersão na produção do algodão: Desde a lavoura, passando pela colheita, beneficiamento, pelo processo de análise em laboratório e também pelos  retornos econômicos e sociais gerados. 

A ideia foi concebida pela assessora de imprensa da Abapa, Nadia Borges, responsável por toda a organização, logística e concretização, e imediatamente 'comprada' pela associação. 

"A ideia da Rota da Fibra surgiu em razão do Dia do Algodão porque muitos profissionais da imprensa vêm cobrir o evento. Então, pensamos em otimizar a vinda desses profissionais, oferecendo um dia extra de atividades antes do Dia do Algodão. Assim, eles poderiam fazer uma imersão no que acontece nas lavouras e no processo produtivo do algodão na Bahia, tornando a viagem mais produtiva e informativa. Foi, portanto, uma iniciativa piloto que trouxe profissionais de imprensa, que muitas vezes não têm a oportunidade de visitar uma lavoura de algodão ou conhecer as etapas de transformação da fibra até o produto final. Recebemos jornalistas de outros estados e da região Oeste da Bahia para mostrar as ações da Abapa e o trabalho dos produtores. Afinal, a imprensa é fundamental para contar as histórias reais, e nada melhor que colher informações diretamente da fonte", ressaltou Nádia.

Ainda segundo ela, a diretoria da associação recebeu muito bem a ideia do projeto e houve engajamento de toda a equipe para a sua concretização. 

"A diretoria da Abapa foi muito receptiva à ideia e deu grande apoio à Rota da Fibra. Durante todo o percurso, contamos com a presença do presidente Luiz Carlos Bergamaschi, da primeira vice-presidente Alessandra Zanotto Costa, diretores, gerentes e colaboradores da associação, todos envolvidos na atividade. A presença da equipe foi importante não apenas para repassar informações mas, principalmente, para estreitar as relações com os profissionais da imprensa, porque muitas vezes diretores e colaboradores da Abapa são fontes para entrevistas a distância, por exemplo", afirmou Nádia Borges.

'Rota da Fibra'

Na primeira atividade do dia, no Centro de Treinamento e Tecnologia da Abapa, logo no início da manhã, os jornalistas foram recepcionados pelo presidente da associação, Luiz Carlos Bergamaschi, e pela primeira vice-presidente, Alessandra Zanotto, que irá assumir o comando em janeiro de 2025. Bergamaschi destacou a importância do projeto. 

"A presença dos jornalistas na lavoura, vendo como o algodão é produzido e as ações desenvolvidas pelos produtores, associações, órgãos governamentais e institutos de pesquisa, é essencial para contar a história do campo. Nada melhor que os profissionais de comunicação para mostrar como tudo isso acontece", afirmou. 
Jornalistas no Centro de Treinamento
Jornalistas no Centro de Treinamento - Imagem: ABAPA

Ainda no Centro de Treinamento, foi apresentado aos profissionais da imprensa o estudo “Retorno Socioeconômico da Cotonicultura do Oeste da Bahia”, pelos professores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Aziz Galvão Junior e Gustavo Braga. 

Segundo os professores, a agroindústria e a agricultura baianas, através da malharia, das fábricas de confecções, do atacado e varejo, injetaram na economia estadual, em 2023, R$ 427.496,22. Isso representa um ganho, em termos percentuais para a cadeia produtiva, de 100%, uma vez que 19. 468 pessoas foram beneficiadas com as ações sociais da Abapa nos últimos dois anos.

Após a primeira etapa, os profissionais da imprensa foram levados para a Fazenda Agrobasso, onde o grupo conheceu de perto uma lavoura de algodão e também detalhes sobre o plantio da fibra, a colheita e sobre o Programa Fitossanitário da Abapa, que, de forma bem sucinta, é uma iniciativa com o objetivo de evitar ou minimizar os danos que o Bicudo do Algodoeiro, que é a principal praga, e outras, ocasionam à cultura do algodão, ao ambiente e à economia do estado.

Fazenda Agrobasso
Fazenda Agrobasso - Imagem: ABAPA

  • Colheita do Algodão

Seguindo com a apresentação da cadeia produtiva do algodão da Bahia, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão levou os jornalistas à Algodoeira Zanotto Cotton, onde os profissionais da imprensa conheceram os processos de beneficiamento do algodão e a rastreabilidade nas fazendas da Bahia.

Foi apresentado de perto o procedimento de descaroçamento do algodão, todo o tratamento dado à fibra nas grandes máquinas, a separação da pluma e a verificação da qualidade. 

O BNews mostra agora um passo a passo bem breve do processo de beneficiamento do algodão 

  • Algodão levado para o beneficiamento

  • Algodão passa pelo processo de descaroçamento (separação do caroço)

  • Separação da pluma do algodão

  • Análise da qualidade da pluma

Os jornalistas ainda puderam conhecer como é feito o processo criterioso de análise das amostras do algodão, após o processo de beneficiamento e antes de serem entregues aos produtores, no Centro de Análise de Fibras da Abapa, o maior da América Latina. 

A vice-presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, também apresentou aos profissionais da impresa as obras de uma das estradas construídas e coordenadas pelo Programa Patrulha Mecanizada da Abapa, voltado a pavimentação de novas estradas, em parceria com o Governo do Estado, prefeituras, Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA) e com o aporte do Fundeagro, Prodeagro e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

“Este programa já garantiu a pavimentação de 323 km de estradas e a recuperação de 3 mil km de estradas vicinais, beneficiando não só a cadeia cotonicultora, mas toda a sociedade”, explicou Alessandra Zanotto.

A 'Rota da Fibra' foi encerrada com a cerimônia de lançamento e apresentação do Prêmio Abapa de Jornalismo 2024, que irá premiar matérias sobre a cotonicultura na Bahia.

Nadia Borges, assessora de imprensa da Abapa, avaliou de forma positiva o projeto.

"Embora sempre haja espaço para melhorias, a avaliação foi muito positiva. A proposta pode evoluir, com outras edições trazendo novos profissionais para conhecerem o algodão produzido na Bahia, o segundo maior estado produtor da fibra no Brasil. Foi uma viagem recheada de informações e conhecimentos, onde os profissionais de imprensa conheceram os projetos da Abapa, detalhes sobre a cadeia produtiva do algodão e o estudo da Universidade Federal de Viçosa sobre o retorno social dos investimentos da Abapa. Mas, sobretudo, foi um dia de muita integração, conhecimento e construção de novas amizades e laços profissionais", afirmou.  

Classificação Indicativa: Livre

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