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Produtores rurais de Vitória da Conquista debatem expansão da cultura do umbu gigante

Produtores locais discutiram o cultivo e os benefícios econômicos do umbu gigante  |  Tiago Dantas/Ascom Inema

Publicado em 21/02/2026, às 10h13   Tiago Dantas/Ascom Inema   Lucas Pacheco

Produtores rurais do sudoeste da Bahia discutiram durante o 3º Dia do Campo promovido pela Prefeitura de Vitória da Conquista as vantagens da produção e expansão da produção de umbu gigante, produto típico da região do semiárido baiano. O encontro, realizado na Fazenda Experimental Pedra Mole, no Distrito de Bate Pé, contou com a participação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri).

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O grante interesse dos produtores da região é aproveitar a variedade do umbu como oportunidade de diversificar a cultura, agregar valor à produção e garantir mais renda.

Durante o encontro, Assis Pinheiro Filho, diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, destacou a importância do acordo de cooperação técnica assinado pela pasta e pelo município em 2025, possibilitando a disseminação da cultura em outras cidades baianas.

Estamos trabalhando para a criação de jardins clonais em outros municípios, a partir da experiência de Conquista, fazendo com que o umbu gigante seja uma cultura na qual todos os produtores possam ter mais uma fonte de renda com lucratividade, além de mostrar para o país e para o mundo essa maravilha do Nordeste brasileiro", afirmou.

Já o secretário de Desenvolvimento Rural de Vitória da Conquista, Breno Farias, defendeu o interesse do município por essa variedade de umbu.

Mais da metade do território de Vitória da Conquista está no semiárido, terreno propício para o umbu. Aqui na Fazenda Experimental estamos ampliando o viveiro para dobrar a produção de mudas, que atualmente é de cinco mil por ano, e estamos estimulando os produtores. Queremos ser o principal produtor de umbu gigante do país e à disposição para ajudar outros municípios, através da cooperação com a Seagri", disse.

As orientações técnicas e experiências de produtores que já lidam com o umbu gigante, animaram agrcultores que ainda não lidam com a cultura. 

"Me interessei pelo umbu gigante por ser mais produtivo e rentável. Serve pra doce, pra polpa e pra mim, que planto mandioca e palma, pode gerar um dinheiro extra", projetou o agricultor Nelito Araújo, de 70 anos, que pegou mudas para cultivo no sítio que possui, no distrito de São Sebastião.

A espécie

O umbu gigante possui tamanho equivalente a três frutos do tipo tradicional. A espécie permite maior quantidade da polpa, que pode ser transformada em produtos de alto valor agregado, como doces e bebidas, e tem maior valor de mercado. Hoje, o  quilo é comercializado a partir de R$15, contra R$10 do "litro" do fruto comum.

O tipo é totalmente natural, surgiu através de seleção natural, sem qualquer interferência ou desenvolvimento em laboratório. Seu cultivo se dá por enxerto e o ideal é realizar o plantio no período chuvoso, para melhor crescimento, armazenamento de água nas raízes, através de tubérculos, e maior resistência ao período de seca comum do semiárido.

Classificação Indicativa: Livre


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