BNews Agro
por Vagner Ferreira
Publicado em 10/02/2026, às 09h33
O agronegócio brasileiro bateu recorde de empregos no terceiro trimestre de 2025, ao ocupar 28,58 milhões de trabalhadores, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O número representa alta de 2% em relação ao mesmo período de 2024 e é o maior já registrado desde o início da série histórica, iniciada em 2012.
Enquanto o mercado de trabalho nacional cresceu 1,3% no período, o agro ampliou sua participação e passou a responder por 26,35% dos empregos no país. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o setor também avançou, ao criar cerca de 367 mil vagas.
O crescimento foi puxado principalmente pelos segmentos de insumos, atividades agropecuárias e agroindústria. Indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas tiveram destaque, refletindo a maior demanda gerada pelo fortalecimento do campo. Houve também aumento na agricultura, na pecuária e na agroindústria, com destaque nos setores de alimentos, bebidas, etanol, laticínios e abate de animais.
Apesar do avanço no emprego, os rendimentos no agronegócio seguem abaixo da média nacional. No terceiro trimestre, o salário médio dos empregados foi de R$ 2.760, contra R$ 3.279 no Brasil. No grupo dos empregadores, a renda média chegou a R$ 7.959 no terceiro trimestre, valor inferior ao observado no conjunto da economia brasileira, que foi de R$ 8.651. Ainda assim, o segmento registrou crescimento de 3,5% na comparação com o mesmo período de 2024, impulsionado principalmente pelos ganhos na agricultura e na pecuária.
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