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Chefe do MP-BA diz que Flávio José recusou negociar após cachê subir 40%

Pedro Maia reafirma que o mesmo critério adotado com Flávio José se aplica a outros artistas famosos  |  Deivid Santana / BNEWS

Publicado em 29/06/2026, às 10h47   Deivid Santana / BNEWS   Yuri Pastori

O procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia, lamentou a decisão do cantor Flávio José de não se apresentar no São João da Bahia. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (29), durante em entrevista ao programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM (89,3).  

O impasse com o artista ocorreu por causa do aumento no valor do cachê. Apesar disso, o procurador, que é admirador do artista, destacou que a Bahia "está de braços abertos" para recebê-lo.

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De acordo com Maia, Flávio José cobrou R$ 250 mil para se apresentar em 2025 e elevou o cachê para R$ 350 mil em 2026, um reajuste de 40%. "O Ministério Público não poderia criar uma regra para Flávio José diferente da aplicada aos demais artistas. Ele não quis sentar para discutir possibilidades de resolver a questão", afirmou.

O procurador explicou que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou aos municípios que não contratassem artistas com reajustes elevados sem uma justificativa plausível para a valorização do cachê.

Pedro Maia negou tratamento diferenciado a Flávio José e afirmou que o mesmo critério foi aplicado a nomes como Wesley Safadão, Gusttavo Lima, Ana Castela, Zé Neto & Cristiano e Pablo. O chefe do MP-BA defendeu ainda a valorização dos artistas regionais por meio do cumprimento da Lei da Zabumba. 

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