Justiça

Procurador-geral da Bahia defende asfixia financeira contra o crime: "R$ 2 bilhões bloqueados"

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Pedro Maia discute a atuação do MP na lavagem de dinheiro e o impacto de R$ 2 bilhões bloqueados em operações contra o crime  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 29/06/2026, às 08h40 - Atualizado às 08h43



O procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia, foi o entrevistado do programa Giro Baiana, na Rádio Baiana (89,3FM), desta segunda-feira (29). Pedro Maia destacou que o MP tem atuado em quatro pilares no enfrentamento ao crime organizado. O priemiro pilar é a asfixia financeira das organizações criminosas.

Segundo o procurador, o MP tem atuado de forma conjunta com outros órgãos no combate à lavagem de dinheiro e intensificado o sequestro e bloqueio de bens. “São operações que conjuntamente ultrapassam a quantia já de R$ 2 bilhões bloqueados do crime organizado ao longo desses anos”, disse.

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Pedro Maia disse que o segundo pilar é o sistema prisional. Para ele, quando os criminosos ficam sob custódia do Estado, o poder público não pode permitir que esses espaços sejam escritórios do crime. “Há uma falha estrutural e histórica”, mencionou.

O terceiro pilar, segundo o procurador, é atuar no desarmamento e controle de armas nas fronteiras. E o quarto pilar, ainda de acordo com Pedro Maia, é melhorar a elucidação de crimes letais, os homicídios. Ele destacou o trabalho de investigação da Polícia Civil da Bahia.

Maia ressaltou que, em 2025, o MP fez 96 operações focadas em organizações criminosas - o que representa uma operação a cada três dias contra o crime organizado - , 250 buscas e centenas de prisões.

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