Cidades
Publicado em 20/11/2021, às 18h33 Montagem BNews Redação BNews
Cerca de 30 pessoas, que viram o sonho da casa própria se transformar em um pesadelo, fizeram uma manifestação neste sábado (20), em frente ao condomínio Alto Belo, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). As famílias investiram suas economias na compra de imóveis que seriam construídos pela BA2 Empreendimentos Imobiliários, mas que nunca foram entregues.
O BNewsmostrou o drama dessas pessoas em setembro deste ano. À época, elas reclamavam que a previsão de conclusão das obras era 2018, mas, passados três anos, muitas unidades ainda nem haviam saído da fundação.
O advogado Estácio Nogueira, que representa alguns deles, afirma que o terreno não pertence à construtora e que mesmo tendo apenas a posse do espaço, a empresa vendeu os lotes irregularmente. Ele diz ainda que muitos compraram, quitaram a dívida, mas sequer sabem onde os lotes vendidos estão localizados.
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O grupo de pessoas entrou com uma ação penal e uma representação ao Ministério Público (MP). As duas já foram despachadas e com investigação iniciada na 27º DP de Itinga. A manifestação deste sábado foi para lembrar do caso e cobrar uma resposta da construtura. A reportagem tentou contato com a imobiliária, mas não obteve sucesso. O espaço segue aberto para manifestação.
Grupo faz manifestação contra imobiliária acusada de vender casas em Lauro de Freitas e não entregar pic.twitter.com/dzTo1eVCbG
— bnewsvideos (@bnewsvideos) November 20, 2021
Drama
O policial militar Anivaldo Lauro é um dos compradores. À nossa reportagem ele disse que chegou até a imobiliária em agosto de 2020 após ver anúncios na internet. Fez contato com empresa e no local foi atendido por um corretor que fez a apresentação da casa. “Já tinha algumas casas prontas no local, algumas pessoas já morando e ele disse que fazia a negociação com a pessoa, passava o tempo e ela entregava. Inicialmente ele solicitava 50% do valor de entrada, que era o mínimo, e financiava o resto com eles mesmo, não tinha um banco responsável por isso. Na época eles fizeram uma promoção pagando a vista”, disse.
Assim como os demais compradores, o administrador, que resolveu construir sua casa por conta própria, espera ter seus prejuízos reparados. “Hoje meu sentimento é de perda, quero amenizar minha perda. Entrei na justiça para ter um reparo, estou construindo por contra própria para ter meu imóvel, se não fosse assim eu não teria nada, fiz um investimento naquele local e por mais que a casa fique pronta não tem como morar lá, a rua é de barro, não tem agua, não tem energia, não tem sistema de tratamento de esgoto”, explica.
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