Cidades
Publicado em 01/09/2026, às 22h41 A preocupação da prefeitura é que o aumento dos peixes interfira negativamente na atividade dos pescadores - Semac/Divulgação Elisa Martins
Aproximadamente 500 peixes-leão foram retirados do litoral de Porto Seguro, no sul da Bahia, em quase um mês. A responsável pela ação é a Colônia de Pescadores em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac).
Pelo programa, os pescadores capturam os animais e os entregam à Colônia de Pescadores, que contabiliza a quantidade e paga R$ 10 reais por cada peixe capturado. O valor do incentivo está previsto para continuar por mais um mês e, depois, ser parado gradualmente, enquanto outras medidas vão ser implementadas. O regulamento consta no Plano Municipal de Enfrentamento ao Peixe-Leão.
“Como estratégia inicial de resposta à invasão nas áreas externas ao Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora, poderá ser instituído mediante critérios definidos em instrumento próprio, por período previamente definido pela SEMAC um programa temporário de incentivo à captura do peixe-leão, com entrega bonificada dos exemplares capturados por pescadores e demais pessoas previamente capacitadas e autorizadas”, informa a secretaria.
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O animal é uma espécie exótica, nativo da região do Indo-Pacífico. Ele representa uma ameaça aos ecossistemas marinhos onde for introduzida, pois é um predador voraz. Se alimenta de outros animais marinhos e pode competir com espécies locais por alimento.
A preocupação, de acordo com a prefeitura, é que o crescimento da população interfira também na atividade pesqueira, ao reduzir a quantidade de espécies importantes para a pesca local.
Apesar de parecer inofensivo à primeira vista, o peixe-leão oferece sério risco ao equilíbrio dos ecossistemas marinhos já que não existe predadores naturais no litoral brasileiro. Ele compete por alimentos em circunstâncias desiguais, o que permite a possibilidade de diminuir o desenvolvimento de outros peixes e crustáceos no local.
A primeira ocorrência oficial que preocupou as autoridades foi no Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora, registrada no dia 12 de junho de 2026. Anteriormente, o peixe-leão havia sido encontrado em outras regiões da Bahia, em fevereiro de 2025. Ele também apareceu em Morro de São Paulo e Taipu de Dentro.
O peixe-leão tem 18 espinhos venenosos em seu corpo e o contato com humanos pode causar dor intensa, náuseas e levar a convulsões. Cada fêmea da espécie pode colocar cerca de 30 mil ovos, que eclodem em apenas 26 dias. Além disso, ele consegue comer até 20 peixes em um tempo de 30 minutos, mesmo presas com até 70% do seu tamanho.
Em médio e longo prazo, o município de Porto Seguro pretende avaliar a comercialização do peixe-leão.
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