Cidades
Publicado em 22/10/2026, às 16h16 Contato com o peixe pode provocar em humanos dor intensa, náuseas e levar a convulsões - Reprodução Elisa Martins
Um exemplar da espécie peixe-leão foi apanhado por um pescador na Praia do Cristo, em Ilhéus, no sul da Bahia, na última terça-feira (20). O registro foi divulgado um dia depois e alerta as autoridades acerca da presença do peixe invasor na Bahia nos últimos meses.
A espécie também teve pelo menos dois exemplares pescados no Porto da Barra, em setembro, além dos 966 entregues à Colônia de Pescadores Z-22, após iniciativa que começou em Porto Seguro. Segundo dados do Correio, foram contabilizados 442 peixes em agosto e 524 em setembro. Segundo os pescadores, estas capturas não se restringiram a Porto Seguro.
A prefeitura de Ilhéus e a colônia de pescadores informaram que estão em busca de mais detalhes da captura e que pretendem monitorar e controlar. A espécie é perigosa por possuir espinhos venenosos e ser um risco à biodiversidade marinha local, já que ele pode provocar desequilíbrios nos ecossistemas recifais.
Originário da região do Indo-Pacífico, o animal é um predador voraz ao se alimentar de outros animais marinhos e competir com espécies locais por alimento. Cada fêmea pode colocar cerca de 30 mil ovos, que eclodem em apenas 26 dias. Além disso, ele consegue comer até 20 peixes em um tempo de 30 minutos, mesmo presas com até 70% do seu tamanho.
De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema), é recomendável que a população não toque no peixe, mesmo que esteja morto, nem tentar apanhá-lo sem capacitação. É necessário manter distância e acionar órgãos ambientais.
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No entanto, a presença do peixe-leão não significa que a praia esteja proibida para banho. A população precisa estar atenta e evitar contato com os espinhos, que podem causar acidentes.
Há registros também na região de Caravelas e em recifes próximos ao Parque Ncional Marinho dos Abrolhos. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) confirmou a presença da espécie em agosto e iniciou medidas de monitoramento.
O município publicou em 13 de agosto um plano de enfrentamento ao perigo, com detalhes de captura, pesquisa e prevenção de acidentes. A proximidade com áreas frequentadas por banhistas está entre as preocupações dos profissionais.
Os animais em condições adequadas foram destinados à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) para pesquisas.
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