Coronavírus
Publicado em 15/06/2020, às 19h54 Marcello Casal Jr. / Agência Brasil Redação BNews
Crianças e grávidas, pacientes considerados como grupo de risco, são incluídos nas orientações de uso da cloroquina, segundo o Ministério da Saúde. A decisão, divulgada nesta segunda-feira (15), também vai reeditar a primeira nota técnica sobre o medicamento, tornando legítimo dosagens e recomendações para profissionais que decidirem receitar os remédios em tratamento precoce para crianças e grávidas, segundo informações da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro.
Ainda conforme a secretária, “coincidentemente” aconteceu no mesmo dia em que a Food and Drug Administration (FDA), agência que atua como a Anvisa nos Estados Unidos, revogou a permissão de emergência para o tratamento com a cloroquina e a hidroxicloroquina contra o coronavírus.
De acordo com a publicação do G1, para os responsáveis pelo órgão americano, "não é mais razoável acreditar que as formulações orais de hidroxicloroquina e de cloroquina possam ser eficazes".
"Nem é razoável acreditar que os fatores conhecidos e os potenciais benefícios desses produtos superem seus riscos conhecidos e potenciais. Por conseguinte, a FDA revoga o uso emergencial de hidroxicloroquina e cloroquina nos EUA para tratar Covid-19", apontou a FDA.
Em defesa do medicamento, a secretária deslegitimou os trabalhos de base do FDA, chamando-os de "péssima qualidade".