Coronavírus

"Insanidade", dispara Prates após governo querer recolher vacinas

Secretário de Saúde endossa críticas contra possível MP editada por Pazzuello  |  Arquivo/BNews

Publicado em 11/12/2020, às 18h15   Arquivo/BNews   Henrique Brinco

O secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates (PDT), classificou como "insanidade" a informação de que o Governo Federal planeja lançar uma medida provisória para recolher vacinas e insumos comprados e produzidos pelos estados e municípios contra a Covid-19. 

A notícia foi revelada pelos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e de São Paulo, João Dória (PSDB). No Twitter, Prates compartilhou uma nota do BNews sobre o assunto e legendou: "Boa tarde! Como isso é possível? O Governo Federal quer impedir os estados e municípios de imunizarem a população? Insanidade!".

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A medida teria o intuito de centralizar e distribuir doses da vacina de forma igualitária. De acordo com a coluna Radar, da revista Veja, Doria buscará o Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter qualquer decisão que requisite a vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac.

Boa tarde ! Como isso é possível ? O Governo Federal quer impedir os estados e municípios de imunizarem a população ? Insanidade ! https://t.co/H3eCXaZ2Zr

— Leo Prates (@LeonardoPrates4) December 11, 2020

Se for mesmo colocada em prática, a medida pode, por exemplo, impactar a Bahia que já tem acordo internacional com a Rússia para adquirir de maneira independente a vacina Sputnik V. O Estado também já comprou 19,8 milhões de seringas e agulhas e iniciou conversas com outros laboratórios para eventuais compras de outros imunizantes. A Prefeitura de Salvador também já adquiriu quatro ultrafreezers e traçou um plano de imunização municipal, além de iniciar tratativas para compra de vacinas.

O Ministério da Saúde vem sendo criticado por não apresentar um plano de coordenação nacional para uma campanha de vacinação em massa contra o novo coronavírus. Mais cedo, Pazzuello declarou que as autorizações emergenciais para uso de vacinas contra a Covid-19 não são a solução para enfrentar a pandemia.

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