Coronavírus
Publicado em 16/03/2021, às 15h24 Getty Images via BBC Redação BNews
As pessoas do sexo feminino, mais velhas e que têm vários sintomas da covid-19 simultaneamente têm mais chances de desenvolver “covid longa”, quando os efeitos da doença podem continuar por vários meses, afirma um estudo britânico. Segundo a Folha de S. Paulo, a pesquisa, coordenada por Claire Steves, do King’s College de Londres, mostrou que 13,3% dos infectados relatou ter enfrentado sintomas por um mês ou mais, enquanto a média dos que tiveram a Covid-19 é de 11 dias.
Os dados foram divulgados em um artigo na revista científica Nature Medicine e foram obtidos devido à participação de mais de 4.000 pacientes no Reino Unido, nos EUA e na Suécia, que se cadastraram em um aplicativo usado pelos pesquisadores para monitorar seu estado de saúde. Embora as informações tenham sido recolhidas durante a primeira onda de infecções pelo coronavírus na Europa e na América do Norte, entre março e setembro de 2020, Steves afirma que elas provavelmente ainda impactam no cenário atual da doença.
“Continuamos a acompanhar os casos de Covid longa depois dessa análise, e temo que não estejamos vendo uma redução dos casos com sintomas persistentes, apesar das melhoras no tratamento da Covid aguda [ou seja, logo após a infecção] nos hospitais”, contou a pesquisadora àFolha de S. Paulo. O aparecimento de novas variantes do vírus, no entanto, não parece ter piorado essa situação.
A equipe do King’s College incluiu no estudo apenas pessoas que disseram ter tido resultado positivo (ou seja, que atesta a presença do vírus no organismo) em testes do tipo PCR, considerados os mais confiáveis. A incidência da Covid longa foi 50% mais comum em mulheres e duas vezes mais frequente em pessoas com mais de 70 anos.
Os fatores ligados à 'covid de longa duração'
Estudo britânico no qual 4.182 pessoas foram acompanhadas por aplicativo mostrou que:
As formas mais duradouras da doença estão associadas a: