Coronavírus

Ministério da Saúde usou pesquisa na internet para recusar compra da Pfizer

Documento está sendo analisado pela CPI da Pandemia  |  Reprodução/Hélia Scheppa/SEI

Publicado em 24/06/2021, às 11h21   Reprodução/Hélia Scheppa/SEI   Redação BNews

Com base em uma pesquisa realizada na internet, o  Ministério da Saúde elaborou um documento de oito páginas negando a compra de vacinas contra a Covid-19 produzidas pela farmacêutica Pfizer.

De acordo com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o documento de 14 de julho do ano passado, argumentava que o imunizante não reunia provas suficientes de confiabilidade em “eficácia e segurança”.

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A vacina, que utiliza a tecnologia de RNA mensageiro sintético, possui uma das eficácias mais altas contra o Sars-Cov-2, e variantes, entre os diferentes imunizantes desenvolvidos durante a pandemia da Covid-19.

Segundo a publicação, Oito dias depois de o governo brasileiro rejeitar a proposta alegando duvidar dos resultados da vacina, como aponta o documento obtido pela CPI da Pandemia, os EUA compraram 100 milhões de doses ao custo de U$ 1,95 bilhão.

A Nota Técnica nº 33/2020, elaborada pela Coordenação de Monitoramento e Avaliação de Tecnologias em Saúde, foi feita para responder a uma proposta enviada ao ministério dois meses antes, em 4 de maio, pela empresa.

A nota atesta que seu objetivo era “apresentar uma revisão rápida da literatura" sobre o imunizante. Para isso, os responsáveis pelo documento fizeram uma busca, em 2 de julho, em cinco bases de dados existentes na internet sobre a vacina.

Ao fim do relatório, com base no que haviam encontrado na web, a pasta concluiu que era melhor “aguardar até que resultados de segurança dos estudos em andamento e o prosseguimento para estudos maiores de eficácia com maior número de pacientes sejam publicados para que se possa demonstrar com maior robustez e confiabilidade os resultados de eficácia e segurança da vacina em questão”.

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