Questionado pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) sobre a atuação simultânea como procurador do Estado e advogado, que é vedada pela Constituição do Paraná, o advogado civilista Luiz Edson Fachin disse que consultou o procurador-geral do Estado e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na época.
De acordo com Edson Fachin, a OAB e o procurador-geral não vedaram a atuação simultânea. O advogado está sendo sabatinado na tarde desta terça-feira (12), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. Na ocisão, o Fachin mostrou sua carteira de advogado em que há anotação da OAB do Paraná autorizando o exercício da advocacia privada no período em que era procurador do Estado. “É meu deve prestar esclarecimento”, salientou.
Discurso
Em sua apresentação, o advogado Edson Fachin lembrou os momentos de dificuldades na infância e na juventude. Recordou que foi alfabetizado pela mãe, vendeu laranja na carroça dos avôs e perdeu cedo o pai. O jurista Luiz Edson Fachin afirmou que sua infância, no campo, o sensibilizou para a questão agrária. “Sobrevivi fazendo crítica e autocritica”, salientou.
Apesar das dificuldades, o indicado lembrou que nunca se “recusou aos desafios’. “A vida não se esgota na simples materialidade do cotidiano. Mas fica nas memórias dos amigos e descendentes”, pontuou. O advogado ressaltou que não fugiu de temas polêmicos, como a poligamia, enquanto acadêmico. "A democracia respeita acima de tudo as regras do jogo", disse, citando o filósofo italiano Norberto Bobbio. "Esse é comprimisso que estou para cumprir no Supremo, caso aprovado", ressaltou.
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