Justiça
Publicado em 23/08/2017, às 17h53 Agência Brasil Luiz Fernando Lima
Conhecido como nariz de cera, essa enrolação no primeiro parágrafo do texto jornalístico nem sempre presta desserviço ao texto noticioso. Neste caso, muito menos.
Isso porque a introdução serve apenas para ressaltar a estranheza provocada pela análise de um mandado de segurança enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelos deputados de oposição ao governo Temer.
A provocação ao supremo foi feita para que os ministros determinassem ao presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) que desengavete os pedidos de impeachment de Temer que dormem enquanto aguardam qualquer manifestação do demista.
A decisão de analisar os pedidos no STF coube a Alexandre de Moraes, membro da corte após indicação do presidente Michel Temer. Moraes, que logicamente negou o pediu da entidade e dos parlamentares, antes de “ganhar” um “lugar ao sol” no supremo era ministro de Justiça do governo que é acusado de crimes que poderiam provocar o impedimento do atual presidente.
Não houve constrangimento algum e tampouco pedido para que o ministro se declarasse impedido devido as relações umbilicais entre ele e Temer.
Mas o STF tem precedente na relação entre compadres e confrades que julgam e favorecem acusados. Gilmar Mendes, há cinco dias, mandou soltar Jacob Barata. Os dois compadres e têm relações familiares intrínsecas.