Justiça

Agente da Transalvador teria agredido advogado com spray de pimenta: “marginal travestido de servidor”

Comissão de Prerrogativas da OAB-BA está acompanhando o caso  |  Reprodução

Publicado em 23/02/2018, às 17h51   Reprodução   Redação BNews

O advogado Helienelson Santana denunciou ao BNews uma situação complicada envolvendo um agente da Transalvador na noite desta quinta-feira (22). A vítima afirma que estava saindo do MC Donalds da Avenida ACM quanto parou o carro atrás da faixa, paralelo a outros carros que já estavam parados na sinaleira, quando foi abordado por um agente da Transalvador. Mesmo após informar que não estava atrapalhando o trânsito e que estava em situação de emergência, com o pai hospitalizado, o advogado teria sido ofendido verbalmente pelo agente municipal. Ao tentar descer do carro, antes mesmo de conseguir pisar o chão, Helienelson teria sido atingido por um spray de pimenta disparado pelo agente.

“Fiquei 25 minutos sem abrir os olhos e respirar direito. Eu me identifiquei, entreguei os documentos. Dei queixa na 16ª delegacia e fui ouvido na Central de Flagrantes. O agente também foi ouvido e o caso foi qualificado como agressão”, afirmou. Questionado sobre a atuação da OAB-BA, a vítima explicou: “a Comissão de Prerrogativas esteve presente e vai representar contra esse servidor. A prefeitura precisa tomar um posicionamento quanto à exoneração, porque é um marginal travestido de servidor público”.

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Procurado pela reportagem, o advogado Adriano Batista, presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-BA foi além: “a nossa indignação, que não diz respeito só aos advogados, mas à população toda, é de que o agente da Transalvador não tem competência para portar esse equipamento. Ele mesmo confessou que adquiriu esse spray das mãos de um colega. Ele não sabe se o produto é certificado, se causa problemas. Não é possível que a Transalvador permita que seus agentes portem esse tipo de equipamento, e que uma pessoa despreparada psicologicamente faça uso disso contra o cidadão, seja advogado ou não. Se ele tivesse armado ele atiraria? Ele não pode, ele não está preparado para isso”.

Por fim, Batista afirmou que a OAB-BA vai tentar uma reunião com Fabrízzio Muller, superintendente da Transalvador, e que vai tomar as medidas judiciais “para que os agentes fiquem impedidos de portar esses equipamentos”. A Transalvador foi procurada pela reportagem, mas não respondeu aos questionamentos até a publicação desta matéria. 

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