Justiça

Desembargadora que publicou calúnia contra Marielle afirma que não quis ofender: "apenas reproduzi um comentário infeliz"

Dias após o assassinato da vereadora, a desembargadora afirmou que Marielle tinha ligação com criminosos e que foi eleita por uma facção criminosa  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 17/12/2019, às 19h32   Reprodução/Redes Sociais   Redação BNews

A desembargadora Marília de Castro Neves, acusada de caluniar a vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018, prestou depoimento nesta terça-feira (17) no Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Na ocasião, ela falou diante do juiz que apenas reproduziu comentários que circulavam na internet. Ela alegou não ter tido a intenção de ofender Marielle Franco, que ela diz não saber quem era antes do assassinato.

"Eu não conheço ninguém do Comando Vermelho e não conheci a vereadora Marielle Franco. Eu apenas reproduzi um comentário infeliz", afirmou a desembargadora. "Eu não tive a intenção, como acredito que ninguém antes de mim que tenha falado isso, tenha tido intenção de ofender a vereadora", finalizou.

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Ao justificar por que afirmou que Marielle era “engajada com bandidos”, Marília disse que “para andar nessas comunidades precisa de autorização do dono do morro”. Ela afirmou não ter provas sobre a suposta relação de Marielle com criminosos de uma facção de tráfico de drogas.

"Quando eu disse que ela estava engajada com bandidos, o que eu quis dizer é que ela trabalhava nessas comunidades e, todo mundo sabe, que para subir uma comunidade, a pessoa que sobe precisa de autorização do dono do morro. E por isso, também, é que diziam que ela tinha sido eleita por uma facção, não sei se é verdade", alegou.

Dias após o assassinato da vereadora do Psol, a desembargadora afirmou nas redes sociais que Marielle tinha ligação com criminosos e que foi eleita por uma facção criminosa.

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