Justiça

Operação Inventário: Ex-servidor do TJ-BA pede mais tempo para apresentar defesa

Carlos Alberto Aragão alegou que advogados tiveram acesso ao processo somente nesta quarta-feira  |  Arquivo BNews

Publicado em 22/10/2020, às 08h24   Arquivo BNews   Yasmin Garrido

O ex-servidor do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Carlos Alberto Aragão, pediu à Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa de Salvador, onde tramita uma das ações referentes às denúncias da Operação Inventário, que seja concedido maior prazo para a apresentação da defesa preliminar.

Ele, que anexou aos autos um pedido de reconhecimento de novo advogado, nesta segunda-feira (19), alegou que a defesa apenas teve acesso à integra do processo nesta quarta (21), não tendo havido tempo hábil para a elaboração da peça de contestação, uma vez que se trata de documentação com mais de 1,8 mil páginas.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Carlos Alberto foi preso após pedido do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), acusado de integrar organização criminosa que praticava fraudes a processos de inventários envolvendo milhões de reais. Ele teve a aposentadoria compulsória decretada e o bloqueio de bens e valores.

No final de setembro, a defesa do ex-servidor tentou conseguir, além do desbloqueio de bens, a revogação da prisão preventiva decretada na primeira fase da Operação Inventário. Em 6 de outubro, o MP-BA apresentou mais uma denúncia contra Carlos Alberto e dois advogados também suspeitos de fazer parte da organização criminosa.

A denúncia foi acolhida em 19 de outubro e os acusados serão investigados pelos crimes de tentativa de estelionato, falsidade ideológica e fraude processual. De acordo com as investigações, a nova denúncia decorre da revelação de outras fraudes processuais, em cinco ações de inventário, sendo quatro envolvendo uma pessoa viva.

Classificação Indicativa: Livre


Tagsservidortjbabloqueio de bensMpbabnewsrevogação de prisãooperação inventáriocarlos alberto aragãodefesa preliminar