Justiça

Mais de 400 baianos podem interromper tratamento com maconha após Justiça acatar pedido da Anvisa, alerta presidente da Cannab

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Publicado em 04/03/2021, às 18h42   Divulgação/PF   Yasmim Barreto

A Associação para Pesquisa e Desenvolvimento da Cannabis Medicinal no Brasil (Cannab), que tem sede localizada no bairro da Pituba, em Salvador, iniciou uma mobilização entre profissionais de saúde, artistas, políticos, pacientes e da Federação das Associações de Cannabis Terapêutica (Fact) contra a decisão da Justiça que concedeu o pedido da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender a autorização de produção e comercialização do canabidiol (CBD), que é um dos princípios ativos da Cannabis sativa (maconha) na Associação Brasileira de Apoio Cannabi e Esperança (Abrace), localizada na Paraíba. 

Ao BNews, Leandro Stelitano, fundador e presidente Cannab, ressaltou que os impactos negativos dessa decisão devem atingir a mais de 14 mil pacientes que recebem o tratamento da Abrace, sendo mais de 400 apenas da Bahia, através da Cannab.  

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“Será um grave problema de saúde pública, são mais de 400 baianos que podem interromper seu tratamento com tamanha irresponsabilidade” alertou Stelitano.

Com a mobilização da associação de tratamento com maconha medicinal, a Abrace recebeu, na última quarta-feira (4), o desembargador federal, Cid Marconi Gurgel de Souza, relator do processo movido pela Anvisa no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). 

Na ocasião estavam os representantes da Anvisa, do Ministério Público Federal, da Procuradoria Federal na Paraíba, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba, da Justiça Federal na Paraíba (JFPB), da Polícia Federal e da Defensoria Pública da União.

Vale lembrar que o TRF-5 informou que estão sendo consideradas a sentença da Justiça Federal na Paraíba, as necessidades de quem precisa desse medicamento e a adequação da associação às regras da Anvisa. A decisão do desembargador deve ser publicada até a próxima sexta-feira (5).

Entretanto, caso a decisão não seja revertida, a substância ficará inacessível para a população que não puder arcar com o custo de cerca de R$ 2.200, em um frasco de 30 ml, segundo Stelitano. 

“Na regulação atual aprovada pela ANVISA, só beneficia que tem poder aquisitivo. Só com o cultivo no país podemos atingir a maioria dos Brasileiros, com medicamentos de qualidade e preço justo”, completou o presidente. 

Os interessados em se consultar gratuitamente com os médicos voluntários na Cannab podem entrar em contato através do site: www.cannab.com.br; Instagram: @associacaocannab; ou telefone: 2132-1152. 

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