Justiça

4x2: Alexandre de Moraes e André Mendonça divergem em votação no STF

Suprema Corte julga juntar os julgamentos de Moraes e Mendonça, a pedido de Gilmar Mendes  |  Gustavo Moreno/STF

Publicado em 15/09/2026, às 17h27 - Atualizado às 17h47   Gustavo Moreno/STF   Héber Araújo

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e André Mendonça, votaram sobre a questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes. O decano da Suprema Corte havia solicitado em plenário a junção entre os julgamentos dos colegas do STF.

O julgamento histórico do Supremo avalia, nesta terça-feira (15), a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto, na próxima semana, 23 de setembro, Mendonça será julgado por sua condução no caso Master.

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O que disse Moraes?

Ao apresentar seu voto a favor da junção dos julgamentos, Alexandre de Moraes criticou a condução do caso envolvendo a troca de mensagens entre ele e Daniel Vorcaro pelo presidente do STF, Edson Fachin. Segundo Moraes, não há em que votar, porque não há pedidos de investigação.

“O que consta nela? Pedido de investigação feito pela PF? Não. Pedido de investigação feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República)? Não. Consta pedido de investigação feito pelo ministro André Mendonça? Não. Consta algum pedido de investigação em relação a mim? Não. Vossa Excelência vai votar o quê?”, declarou.

O que disse André Mendonça?

Já o ministro e relator do Caso Master, defendeu que as situações jurídicas do que ele será julgado, assim como o julgamento de Moraes, representam “situações jurídicas distintas”.

“Entendo que não há as mesmas bases fáticas como foram referidos. O que foi referido a mim, foi um suposto relatório de inteligência que a própria imprensa divulga como fake, mas mais do que isso, um relatório ilegal e coleta seletiva de dados de ministro deste tribunal, de outras autoridades da República [...] não são coisas comparáveis, são situações jurtidicas totoalmente distintas”, declarou.

Após as declarações de Mendonça, Moraes afirmou que as alegações do relator do caso Master reafirmam a necessidade de um julgamento conjunto.

Matéria em, atualização*

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