Justiça

Advogados suspeitos de integrar o Comando Vermelho são presos

Investigação revela que advogados simulavam atos legais para facilitar comunicações e repasses financeiros de ordens criminosas.  |  Reprodução/Polícia Federal

Publicado em 06/11/2025, às 12h28   Reprodução/Polícia Federal   Lucas Pacheco

Quatro advogados do Amazonas foram presos pela Polícia Federal nesta quinta-feira (06) por suspeita de integrarem o núcleo jurídico e operacional de uma facção criminosa que atual dentro do sistema prisional do estado. A operação, que nessa fase foi batizada de Roque, é um desdobramento da Operação Xeque-Mate e foi autorizada pela Justiça Federal do Amazonas.

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Segundo as investigações, os profissionais usavam do acesso privilegiado nas cadeias para replicar ordens, bilhetes e deliberações estratégicas da organização. Eles simulavam atos de advocacia para esconder as comunicações ilícitas e repasses financeiros.

Ainda de acordo com a polícia, essa atuação tinha como objetivo manter a hierarquia criminosa entre lideranças de dentro e de fora do sistema prisional, permitindo a continuidade de ordens.

Mandados

Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em endereços residenciais e empresariais localizados de Manaus. Foram apreendidos equipamentos eletrônicos, mídias digitais, documentos e valores em espécie, que serão submetidos à análise pericial.

A Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas - OAB/AM acompanhou a operação para monitoramento do cumprimento das garantias legais e o respeito às prerrogativas profissionais. 

Classificação Indicativa: Livre


Tagspolícia federaladvogadosprisãoAmazonasapreensãoManausjustiça federaloperaçãoxeque-matesistema prisionalcomunicaçõesmandadosequipamentosinvestigaçõesFacçãoroquebuscacadeiashierarquiaOab/am

Leia também


Operação Overclean: Polícia Federal cumpre mandado em Salvador


Operações em Salvador e outras cidades da Bahia miram alvos que atuam com tráfico internacional de drogas por via marítima