Justiça
Publicado em 13/08/2026, às 14h07 - Atualizado às 14h17 Reprodução/Redes Sociais Antonio Dilson Neto
A Forbes Brasilcolocou em funcionamento, em fevereiro de 2026, um projeto de rádio em São Paulo que vinha sendo desenvolvido em caráter experimental havia cerca de um ano. A nova operação foi estruturada em um momento em que a empresa responsável pela marca no país passou a ser questionada por uma relação ainda não explicada com o fundo Eagle Eye Investments, citado em investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o caso Master.
As informações são do Times Brasil | CNBC.
A marca Forbes é licenciada no Brasil pela FRBS Participações, controlada pelos empresários Antonio e Katarina Camarotti. Documentos registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostram que as ações da empresa aparecem como principal ativo do Eagle Eye Investments.
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Segundo os registros, o fundo declarou à CVM possuir R$ 113,7 milhões em ações da FRBS, correspondentes a 225.349 papéis e à totalidade do capital social da empresa. Até o ano passado, esses ativos representavam mais de 90% do patrimônio líquido do fundo.
Outro documento, recebido pela CVM em 23 de abril de 2025, apresenta patrimônio líquido de R$ 123,3 milhões para o Eagle Eye. Desse total, 92,87% estavam concentrados nas ações da FRBS, avaliadas em R$ 113,79 milhões.
O Eagle Eye Investments integra a estrutura conhecida como Astralo 95, apontada pela Polícia Federal como parte do núcleo de fundos investigados no caso Master.
O fundo era administrado pela Reag Investimentos, que também entrou no radar das autoridades em outra investigação. A empresa foi alvo da Operação Carbono Oculto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), e acabou liquidada pelo Banco Central em janeiro deste ano.
A relação entre a FRBS e o Eagle Eye contrasta com uma manifestação anterior da própria empresa. Na ocasião, a FRBS afirmou que os únicos sócios da Forbes Brasil eram Antonio e Katarina Camarotti.
A declaração, porém, não fazia referência aos documentos registrados na CVM que relacionam as ações da FRBS ao Eagle Eye Investments.
Foi nesse contexto que a Forbes Brasil colocou no ar, em fevereiro deste ano, a programação experimental de uma rádio em São Paulo. A operação teve custo milionário e foi planejada para funcionar durante aproximadamente 12 meses.
O projeto ampliou a atuação da marca no mercado brasileiro para além da revista e das plataformas digitais, em um período no qual a estrutura societária da empresa passou a ser alvo de questionamentos.
A FRBS Participações foi procurada pelo Times Brasil | CNBC para explicar a relação registrada nos documentos da CVM e os investimentos realizados na nova operação de rádio, mas não havia respondido até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.
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