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Daniel Vorcaro escondeu R$ 2,2 bilhões em conta do pai enquanto credores e investidores acumulavam prejuízos

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Conta do pai, prisão e bilhões ocultos: PF detalha como esquema teria funcionado durante crise do Banco Master  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 14/05/2026, às 08h31 - Atualizado às 08h32



Preso em nova fase da Operação Compliance Zero, o empresário Henrique Vorcaro, é titular de uma conta que seu filho, o banqueiro Daniel Vorcaro, usou para suposta ocultação de recursos bilionários em meio às investigações, de acordo com a Polícia Federal (PF). A informação é de O Globo.

Segundo a investigação, enquanto o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) “sangrava” para cobrir o rombo do Master no mercado financeiro, Vorcaro, dono do Banco Master, ocultou de credores e vítimas R$ 2,2 bilhões.

O nome do empresário já havia aparecido na terceira etapa da ofensiva, no início de março, levando à segunda prisão de Vorcaro. Na ocasião, decisão do ministro e relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, revelou que Daniel ocultou de credores e vítimas R$ 2,2 bilhões na conta de Henrique junto à empresa CBSF DTVM, a ex-Reag. A Reag é citada na Operação Carbono Oculto, que investiga a lavagem de dinheiro do PCC em fundos de investimento. A empresa tem negado irregularidades.

A PF avaliou que a ocultação de valores atribuída a Vorcaro, mesmo após sua liberação em novembro, reforça os indícios de reiteração delitiva — ou seja, a continuidade das “condutas ilícitas” durante a apuração do escândalo envolvendo o Banco Master. Entre os elementos considerados pelos investigadores estão sinais de "ocultação e dilapidação do patrimônio obtido ilicitamente", que ajudaram a fundamentar a nova ordem de prisão decretada contra o banqueiro em março.

Poucos dias antes da terceira fase da Operação Compliance Zero, o nome de Henrique Vorcaro, pai de Daniel, também apareceu em um pedido apresentado à Justiça dos Estados Unidos pela liquidante do Master, a EFB Regimes Especiais de Empresas. A solicitação buscava o congelamento de uma mansão localizada na Flórida, apontada como pertencente à família Vorcaro.

De acordo com o documento, Henrique Vorcaro e Natália Vorcaro, pai e irmã do banqueiro, teriam utilizado a empresa Sozo para adquirir o imóvel em fevereiro de 2023. A operação é apontada como parte de um suposto esquema para "comprar ativos com recursos desviados do Master", o que indicaria a "continuidade à fraude".

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