Justiça
Publicado em 07/10/2026, às 19h09 Reprodução Mariana Cedrim
A defesa de Edgar da Silva Santos, condenado, nesta terça-feira (6), a 23 anos e 3 meses de reclusão, pelo assassinato de o cabeleireiro Valdir Macário, conhecido como Valdir Cabeleireiro informou que vai recorrer da decisão sob a alegação de que o vídeo do crime desapareceu do processo.
"O julgamento ocorreu cerca de dez anos após o crime e, mesmo após tanto tempo, o vídeo que provaria a dinâmica dos fatos desapareceu do feito. Esta e outras nulidades restaram configuradas no julgamento", diz um trecho da nota assinada pelo advogado criminalista Ivan Jezler.
Ainda de acordo com a nota, a defesa destaca que recebeu a decisão com respeito ao Conselho de Sentença, mas discorda do resultado do julgamento. "A defesa reforça que continuará atuando tecnicamente na proteção dos direitos e das garantias, utilizando os instrumentos previstos na legislação para questionar os pontos da decisão que entender juridicamente pertinentes, o caso ainda não transitou em julgado."
Além de Edgar da Silva Santos, Patric Ribeiro Tupinambá também apontando como autor do crime, foi codenado pela morte de Valdir e recebeu pena de 28 anos e 7 meses de reclusão por homicídio qualificado.
Após ser adiado 18 vezes, o julgamento aconteceu nesta terça-feira (6), no 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador, no Fórum Ruy Barbosa, em uma sessão que durou cerca de 14 horas. Valdir foi assassinado em 12 de novembro de 2016, dentro do próprio salão, em Salvador.
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Após 18 adiamentos, acusados pela morte de Valdir Cabeleireiro serão julgados nesta terça (6)